Joss Stone faz de sua música a água que nossa alma precisava

Joss Stone Water for the Soul

O vindouro trabalho de Joss Stone, o Water For Your Soul, a ser lançado no próximo dia 31, nos traz um frescor para tudo que ouvimos nesse – movimentado – ano. Sua aposta, um tanto inusitada eu diria, foi o reggae, mas ela não se limitou só a esse estilo e é nesse ponto que o álbum ganha alguns “nariz torcidos”, afinal vemos uma completa mistura de sons e estilos musicais, frutos de seus 12 anos viajando mundo afora.

O trabalho já se inicia com uma das faixas mais agradáveis, Love Me que leva em seus 5 minutos de existência, um vocal bem contido e um arranjo quase que impecável. Seguimos então com This Ain’t Love, ainda com um pé no reggae, a canção nos remete ao que Joss trabalhou lá em 2009 com o Colour Me Free. Porém, mesmo com esse começo de disco maravilhoso, nos é apresentada Stuck On You onde Joss parece soar um pouco fora do ritmo em vários momentos da música. O instrumental é uma mistura de ‘n’ estilos musicais que parecem não ter nexo entre si, mas valeu a tentativa.

Joss Stone em show em São Paulo, 2015

Na sequência: dStar, outra faixa maravilhosamente bem trabalhada, desde seus arranjos aos vocais (sempre muito bem moderados) e um refrão com uma espécie de ‘coral’ infantil, que deu um toque a mais à canção. Em Let Me Breathe Cut The Line as coisas parecem ter se mantido: refrões pegajosos, estilos musicais muito bem misturados e vocais muito bem empregados.

Wake Up é para mim a melhor música do álbum, a canção mais forte de todo o trabalho, mantém os dois pés no reggae, e nos apresenta ainda uma versatilidade única da voz de Joss Stone, e também nos abre uma sequência de músicas agradáveis com uma conciliação de voz e banda muitíssimo bem executada. São elas: Way Oh, Underworld e a animadinha Molly Town.

A mais pop das irmãs, Sensimilla, é boa! E só. Porém o ‘erro’ é compensado com as ótimas Harry’s Symphony Clean Water que nos leva a um fim excepcional e diferente: The Answer.

É em The Answer que Joss Stone joga toda sua versatilidade e aprendizado pra jogo. A faixa pode não ser uma das melhores de toda sua discografia, mas diria que é quase impossível ouvir e não sentir e entender bem a vibe de todo esse disco.

E é bem isso: O disco em si não nos promete nada, mas nos entrega uma vibe de boas vibrações e um frescor único. Mistura ao longo de suas faixas o que a inglesa sorridente e sempre bem humorada (pelo menos nos palcos) carrega ao longo desses anos de estrada (literalmente).

De 0 à 100: Nota 75

Cabe lembrar ainda, que o álbum será distribuído no Brasil pela Sony Music, a ser lançado no início de agosto.


As notas e reviews são de responsabilidade exclusiva dos seus autores.

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