Precisamos falar sobre machismo!

Sim, precisamos! Infelizmente precisamos!


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Estamos na metade de 2015 e há uns 30 anos, acredito eu, pensavam-se que, em 2015 o machismo seria ‘coisa do passado’, porém não é o que vemos. O machismo se torna cada vez mais presente e se torna maior com a – incrível e necessária – ascensão do feminismo.

Na música não é diferente. Essa imagem postada pela página de humor (HUMOR) no facebook, o D1V4S reacende essa discussão e nos inspira nesse texto.

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Em um intervalo de uma semana, dois nomes bem conhecidos da música pop, resolveram “ousar” em suas postagens no Instagram. Se de um lado, Demi Lovato, agora feliz da vida com seu corpo resolve pôr um biquíni, tirar uma foto e postar em sua rede social é criticada por muitos devido a sua possível “vulgaridade” (snif), Justin Bieber resolve assim, do nada, postar uma foto mostrando seu bumbum. O resultado? Elogios!

Olhamos essas atitudes, por muitas vezes sem pensar (ou não) e nos damos conta que vivemos sim em uma sociedade completamente machista. Em uma sociedade que fecha os olhos para certas atitudes de homens e se ‘chocam’ com algumas atitudes delas.

Crescemos e vivemos sob uma criação que determina ‘o que é de menino’ e o que é ‘de menina’, isso inclui gostos musicais. Quem nunca ouviu aquele parente chato dizendo “essa música é de menininha”? Será que não está na hora de vermos com mais claridade certos questionamentos e ensinamentos?

Felizmente, temos nomes fortes do cenário musical que reforçam essas questões e buscam por meio de suas frases fortes, suas atitudes e principalmente seu talento, esclarecer de uma vez por todas:
Não existe algo que “é de homem” ou algo que “é de homem”;
Não há algo que homem possa fazer, que uma mulher também não possa”;
E o principal: Somos todos iguais!

Acredito que todos tenham visto a verdadeira aula que Pitty deu no programa Altas Horas meses atrás. “Quase não é lá” dizia ela em uma de suas frases fortes no meio do debate com Anitta e é isso! Vivemos em uma época de quase lá, onde mulheres estão com quase direitos (em amplo sentido da palavra).

Sejamos mais práticos: Um cantor (de qualquer estilo que seja), pode tirar milhares de fotos sem camisa e postar em tudo quanto é lugar, pode mostrar sua “evolução” nas academias da vida, pode trocar de namorada como troca de cueca, pode usar calças tão apertadas que parece que algo vai pular pra fora! E a mulher? Bem, se a mulher aparecer em algum evento com roupa super justa, é taxada de vulgar, mulher não pode trocar sempre de namorado e devem tomar cuidado com o que mostra.

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Taylor Swift em uma entrevista qualquer, quando foi questionada do porquê escrever músicas que falam de seus relacionamentos e afins, dá uma resposta – MARAVILHOSA – à entrevistadora, dizendo que quando um homem faz o mesmo, ele não é questionado da mesma forma. Raven-Symoné em uma oportunidade em seu programa, o The View, disse que atitudes como a de Beyoncé, em usar roupas curtas e afins, vulgariza a figura da mulher.

“(…)mas eu acho que alguém precisa por calças quando for se apresentar nos dias de hoje”.

Falando da cena rock. Quantas cantoras hoje levam o rock a qualquer canto deste planeta, com êxito igual a um AC/DC, por exemplo? Quantas mulheres resistiram ao tempo e continuam com sucesso estrondoso em suas turnês. Isso sem falar em outros tantos cenários, onde o homem detém a maioria. Onde apenas o que o homem faz é que importa, enquanto mulheres são sempre subjugadas e desrespeitadas (na política ou no cinema, por exemplo).

Devemos acordar e olhar a nossa volta, nos atentar ao que acontece. Porque enquanto mulheres forem taxadas de “vulgares” e homens de “gostosos”, vemos que temos muito, mas muito o que evoluir e aprender!

  • Maravilhoso e o vídeo fechou com chave de ouro!!!