Iorc ganhando os likes que pede!

Mal estreou nas plataformas digitais, e já tem conquistado os corações da galerinha mais antenada por aí. Sim, estou falando do novo álbum do Tiago Iorc, brasiliense radicado em Curitiba, que morou na Inglaterra e é filho de gaúchos. [ufa!]

Após três álbuns (quase) inteiramente em Inglês, Iorc se expõe e ousa ao lançar autorias em Português. Em suas redes sociais, o cantor postou palavras de um amigo que dizia ter visto o trabalho dele com “uma cara mais pessoal” e até mesmo, assumiu ter ficado “bastante tocado e emocionado”.

Quem acompanha o trabalho do Tiago, sabe o quão especial é ouvir a voz (ainda tímida) dele. E quem não o acompanha, já deve ter escutado algo dele em algumas novelas (tanto que ele tem um álbum só com músicas que estiveram nas trilhas sonoras de novelas).

Abrindo o trabalho com Alexandria, o cantor mostra a que veio o álbum: “Gente demais, com tempo demais, falando demais, alto demais. Vamos lá atrás de um pouco de paz”. Preciso falar mais alguma coisa?

Amei Te Ver, é o Tiago amenizando a alfinetada dada na faixa de abertura. Pra quem não sabe, o cantor está apaixonado (logo mais direi por quem), e isso acaba influenciando as composições.

Em Mil Razões, ele nos dá duas mil pra continuar ouvindo o álbum. O Ti traz, numa composição maravilhosamente apaixonante, um  tom um tanto “carente” ao reclamar do sumiço de alguém quando ele abre a boca pra cantar. Alguém pode falar pra ele que nós não sumiremos!

Então, se sentirem falta das músicas antigas, estamos na quarta faixa do álbum, e ele nos traz Eu Errei. Bem na pegada de “Story Of A Man” (do álbum Umbilical).

Dentre as normais do álbum, além da faixa anterior, tem De Todas As Coisas também. De tão clichê, deve ficar mais gostosa depois da quarta taça de vinho, num jantar mais íntimo, sugiro até uma dança, mas só se for com essa proposta.

Lembra que lá na segunda faixa, eu comentei sobre a vida amorosa do Iorc? Pois é… a atriz Isabelle Drummond não só fisgou o coração do mocito, como ganhou uma composição só pra ela (danada)!  Não podemos reclamar tampouco discordar, ela é mesmo uma Coisa Linda! Tá perdoada.

Sabe aquelas músicas que embalam comerciais de operadoras de celular? Achei que alguma estava começando ao ouvir a intro de Bossa. Confesso que no refrão me senti até caminhando pela rua, com várias pessoas que eu não conhecia, com o celular na mão, sorrindo e contente (sério!).  Aceite ou não.

Opa! O Tiago nos oferece flores em Cataflor! Canção maravilhosa, daquelas que inspiram, e se inspiram, nos fazem muitooo bem! Essa é capaz de tocar o coração daqueles que estão com uma ferida ainda não cicatrizada lá no fundo da alma. Lá pela metade dos dois minutos, ele ainda dá uma amaciada na canção, e se duvidar, pode fazer chorar. Se você não gosta de chorar, é pra se ter cuidado ao ouvir essa!

Se vocês resolveram pular a faixa anterior por conta de meus comentários, vão se arrepender. Em Liberdade Ou Solidão, ele continua com a missão de nos fazer chorar. Mas sabem, elas não são músicas completamente tristes, são músicas que nos fazem pensar no lado bom do sofrimento. Consegui até sentir um abraço e cafuné do Tiago.

E no fim, depois de ouvir o álbum quase todo, de ter chorado, sorrido, pensado, viajado, etc. Eu e o Tiago sabemos que todos aproveitaram pra postar várias fotos e trechos das músicas nas redes sociais. Por isso, Sol Que Me Faltava chega como um aviso, um alerta:

“Quando foi a última vez que você saiu sem ninguém notar? Sem ninguém te reparar?”

Recado dado! Vou pro sol, galera! Há uma vida “lá fora”, Till I’m Old And Gray.

E o resultado: 85/100

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