Quase lá Ludmilla!

Vivemos num país onde (quase) todos os profissionais querem se igualar aos profissionais exteriores (pra não falar americanos). E ao contrário do que muitos pensam isso não é ruim. Devemos sim, procurar melhorar e, quando podemos, temos o dever (pela melhoria do ego) de expor.

Atualmente, temos várias divas na música brasileira, dentre elas, podemos destacar: Ivete, Claudia, Wanessa, Pitty, Anitta, Valesca e…  Ludmilla. Todas elas seguidas minunciosamente pelos fãs desesperados e eufóricos, que as colocam em seus devidos patamares na medida em que elas retribuem, mostrando que podem melhorar a cada trabalho. O que pode ser considerado um problema, quando esse “melhorar” implica em fazer o que as divas internacionais fazem.

 

Nesse quesito (quase) todas falham, e não é exagero ou pessimismo, é realidade e um pingo de vontade de ser mais brasileiro, que admira música brasileira, que reconhece o trabalho feito nesse nosso Brasil.

Todas são ótimas! Profissionais (quase) impecáveis e, em muitas das vezes, até mais talentosas que as outras divas. Não tem nada errado em buscar a melhora pessoal/profissional, mas porque não dar mais crédito ao trabalho feito aqui? Porque sair, gravar um clipe lá fora e gastar tanto num resultado que (quase) sempre deixa a desejar?

Sobre a Ludmilla, dentre as atuais do funk, ela consegue meu respeito e admiração (assim como as outras), mas estava tudo bem, tudo bom, até a Lud cair nas mãos de produtores gananciosos e tão ousados que conseguiram dar um destaque prematuro a ela num clipe. Valeria a pena ir com calma (como a Anitta), “comer pelas beiradas” (vide Wanessa), ser/estar preparada e em mãos certas (like Claudia), e até mesmo conquistar mais o Brasil com arte genuinamente brasileira (dona Ivete bem sabe).

 

A música é bacana, você vai conseguir chamar atenção com o clipe, mas vai se resumir a isso: quase.

Veredicto: 50/100

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