O quanto importa êxito nos charts?

Não é de hoje que qualquer artista, gravadora, patrocinador ou fã de música em geral, se importa com os rankings que elencam as melhores ou mais tocadas músicas de determinadas semanas.

Cada país ou regiões tem seus rankings de álbuns e singles (incluindo os específicos de cada estilo e/ou tipo de público). Nos Estados Unidos, por exemplo, onde seus charts são tomados como principal referência, nos charts da Billboard, essa importância toda tem tido sua credibilidade posta em cheque nesses últimos tempos. Porém essa “dúvida” na validade de seus tops não se limita somente aos EUA, outros charts também são questionados.

Ao longo das últimas décadas,  em suas listas de singles, a publicação tem alterado alguns quesitos para montar suas listas, se atualizando conforme o consumo de música tem se modernizado, ou seja, se antes em suas listas de singles tomava como principais fatores número de execuções nas rádios e GangnamStyle_screengrab1venda de singles físicos (que teve uma queda trágica nas vendas após a popularização do iTunes), nos tempos atuais passou a incluir vendas de músicas digitais, números de streaming e até quantidade de visualizações no YouTube, resultado do nosso atual jeito de consumir música. Sendo assim, todas essas alterações (necessárias diga-se de passagem) resultaram pérolas em #1 como o Harlem Shake ou alguns top 10 como o fenômeno mundial Gangnam Style, do sul-coreano Psy. 

Claro, tivemos clássicos em #1. Diversos sucessos de Mariah Carey, por exemplo, líder no número de ‘#1’ no principal chart, se tornaram verdadeiros clássicos. Além dela, Madonna, Janet Jackson, Lionel Richie e os saudosos Michael Jackson e Elvis Presley reinaram esses charts por anos, sem que sua importância ou qualidade fosse questionada. Hoje vivemos uma época diferente, como disse anteriormente, pérolas como Harlem Shake ou Gangnam Style alcançam o topo sem muito esforço. Partindo daí ganha-se o direito de questionar qualidade dessas músicas chegando até a questionar a veracidade de suas publicações.

No entanto, o questionamento que pretendo – e tenho o dever de – levantar é: alcançar o #1 ou o top 20, que seja, em algum desses principais charts, realmente é importante para fazer sucesso hoje em dia?

Acredito que não. Então por que ainda nos importamos tanto se nossos artistas favoritos atingem ou não o topo das paradas? Vamos demorar muito ainda pra entender.

Citamos exemplos:
Evanescense, por exemplo, passou semanas no topo do Billboard 200 (nome do ranking de venda de álbuns lá nos EUA) com seu primeiro álbum, porém a banda nunca atingiu o primeiro lugar nas paradas de singles. Hoje é uma das bandas de rock mais conceituadas e adoradas por boa parte do público. Vendeu milhões sem ao menos saber o que é ter um single em primeiro lugar.

Outro exemplo: Kylie Minogue. A australiana tem mais de 25 anos de carreira, um Grammy, uma legião de fãs. É o nome mais forte da música pop na Austrália e no Reino Unido, onde suas músicas são tocadas massivamente e seus álbum atingem picos de vendas respeitáveis. Apesar de tudo isso, a cantora nunca conseguiu algum feito grande (além do Grammy e de Can’t Get You Out Of My Head) nos EUA. Aliás a veterana é execrada a cada lançamento por simplesmente não fazer sucesso algum na terra do Tio Sam. E só mais um exemplo: Carly Ren Jepsen! Fenômeno nos charts com Call Me Maybe onde perdurou por semanas, a cantora luta até hoje pra conseguir feito parecido. Mesmo com seu segundo e ótimo álbum, Carly caiu em total esquecimento tão precocemente.

Ou seja, podemos dizer que pouco importa se seu artista favorito tenha ou não #1’s em charts por aí. Sucesso de verdade é um conjunto de vários êxitos.