Pra ficar atento!

Ela vem falando de morte no título da música, mas a canção está viva demais, e o melhor: inspira a viver mais. A cantora de rock baiana Pitty põe sua identidade ao retratar o sexo de uma forma, digamos sutil!

Falo da música Pequena Morte, faixa três de seu bem-sucedido-maduro-trabalhado-incansável último álbum, Setevidas e atualmente, parte da trilha sonora da novela que vem dando o que falar Verdades Secretas.

Eu poderia falar aqui sobre todo o álbum, mas resolvi destacar essa música que tem me inspirado a viver esse lado mais “obsceno” com classe. Até então, poucos artistas nacionais conseguiram fazer isso (um dia eu solto uma playlist aqui). Na música, ela explora toda essa experiência de forma minuciosa.

“Eu tinha prometido não ceder à compulsão, mas é uma agressão dizer pra um bicho não caçar”, ela solta num dos versos da música (e quem nunca se sentiu assim, feito um leão no cio?).

Numa descrição perfeitamente aceitável e cabível em uma relação de necessidade e “quase desesperadora”, ela narra toda a jornada de um sexo bem feito, porém ainda não resolvido:

“Insuportável não te ter por aqui mais, ainda outro dia eu tentei com alguém, e o que eu queria era colar em você, pular em você, subir em você, meu bem”, finaliza ela.

É, pelo visto ainda há o que se explorar, e enquanto ela não solta (esperamos que no futuro álbum) o final dessa história, nos deliciamos com a faixa, então a dica é: meia luz, vinho, dois corpos (ou um só) e solta o som!

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  • I.C

    Sem falar que o nome da música faz alusão a expressão francesa “la petite mort” também significa orgasmo feminino. Em tradução literal, é o nome da música.

  • amo

  • Excelente Crítica musical, parabéns!