O ‘Trash’

Trash é uma palavra inglesa que em tradução livre significa lixo. Sim, nada mais, nada menos que lixo!
Porém quando vemos ‘trash’ sob a perspectiva do cinema ou música (artes em geral algumas vezes), temos esse significado ampliado, alterado, adaptado.

Trash então passaria a denominar tudo que seria ruim, de má qualidade, de gosto duvidoso, estranho, medonho, cavernoso, por vezes – ou quase sempre – de forma intencional.

Com o passar do tempo vimos o trash se tornar ‘cult’ no mundo do cinema. Há sessões específicas e eventos criados com objetivo de cultuar e enaltecer essa forma de fazer cinema.

Quando tratamos desse assunto sob a nossa perspectiva, quando pensamos sobre a ‘cultura trash’ na música, o assunto tende a seguir a mesma narrativa: O que era simplesmente descartável, considerado um verdadeiro lixo, hoje tem se tornado clássicos e um meio de seguir (ou iniciar) uma carreira.

Porque estou tratando deste assunto? Ora, se você estava aproveitando as férias para se esconder do mundo, provavelmente não viu imergir das profundezas da falta de criatividade humana, dois verdadeiros clássicos da música trash.

E se você ainda não ouviu (sorte a sua), ouvirá agora.
É que Gretchen, ex-rainha do rebolado (sic) e atual rainha da música trash (e rainha dos gifs), lançou em parceria com o aclamado (sqn) DJ Rody “Rainha do  Bumbum”:

Essa não é a primeira vez que Gretchen lança algo parecido. Quem aqui não se lembra do clássico “I’m Cool” de 2012?

Na mesma premissa (assim considero), a garotinha que está cada vez maior e esfregando na nossa cara que estamos envelhecendo, Maisa Silva, lançou o lyric video de “Nhenhehem”.

A música por mais esdrúxula que seja, chegou ao topo do top viral do Spotify Brasil e o vídeo está chegando a 4 milhões de visualizações no youtube.

E não é só Gretchen e Maisa Silva, o Funk Carioca tá cheio de exemplos.

Por fim, se a intenção dessas e de outras for realmente se destacar no trash, nos ‘prazeres culposos’ digamos assim, fazem isso com muito louvor, afinal a gente se diverte muito ouvindo essas coisas. Mas se a intenção é bombar com essas músicas, fazer sucesso, se a intenção era fazer música boa, acho bom termos uma boa conversa.

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  • Marcilene Rodrigues Circenis

    Quanto a Gretchen, aquela que se acha diva, está aí, anos após ano tentando enfiar abaixo de nossas goelas seu pseudo-talento. Agora, a pequena Maísa, coitada, está nas mãos de empresários sedentos por dinheiro e sucesso fácil. esquecem-se de que o que vem fácil, vai fácil. A menina tem talento, só precisa de alguém que pense mais nela do que em si próprio.