Álbum: Jess Glynne – I Cry When I Laugh

Eis que um dos discos mais esperados do ano, pelo menos na Inglaterra, foi lançado. A queridinha Jess Glynne finalmente lançou o seu primeiro álbum: I Cry When I Laugh.

A inglesa surgiu na cena musical em 2013 emprestando sua voz ao single My Love, do DJ e produtor Route 94. Logo em seguida ela emprestou sua voz para o Clean Bandit no hit mundial Rather Be e na quase sequência com o grupo, Real Love. A parceria com Tinie Tempah, Not Letting Go, não foi diferente, outro sucesso no UK. O perigo de fazer tantos featurings é que quando se lança o próprio trabalho ele pode soar indefinido ou mesmo irrelevante. Felizmente esse não é o caso de Jess Glynne.

Com I Cry When I Laugh a moça mostra que o que é bom pode sim melhorar. Muito do álbum já tinha chegado aos nossos ouvidos antes do lançamento: as parcerias já citadas; a não tão irresistível Right Here com sua pegada R&B/House; a deliciosa, pegajosa e confortante Hold My Hand e o mais recente single Don’t Be So Hard on Yourself no qual a ruiva faz a conselheira e nos diz “Don’t Be so hard on youself no. Got to forgive, got to let go” (Não seja tão duro com você mesmo. Tem que perdoar, tem que deixar).

A maioria das pessoas vai se interessar pelo álbum devido às músicas já conhecidas antes do lançamento do mesmo.  Claro, o disco tem muitas canções que não conhecíamos que são bem apreciáveis, como as mais lentas You Gave Me Something Ain’t got far to go. Essas duas faixas aliás, poderiam facilmente ser adaptadas para um coral ou algum grupo. Saddest Vanilla conta com a participação de Emeli Sandé (mas essa Jess Glynne curte uma parceria hein) e mistura bem as vozes das duas cantoras. Mas enfim, não são essas faixas que farão de Jess Glynne uma artista memorável, e sim as já lançadas. O disco tem faixas que exigem certo esforço e paciência pra ouvir? Tem fillers? Tem! Não vou mentir (Bad Blood talvez seja o melhor exemplo). Mas por um lado, isso mostra certa sabedoria e estratégia por parte da linda, pois indica que as músicas certas estão sendo lançadas como singles. Ora, a senhorita Glynne participou da composição de quase todas as músicas do álbum (única exceção é Rather Be), logo sabe (e arrisco dizer que até sente) qual será a melhor opção para as rádios.

Um misto de depressão, solidão, conselhos e superação se encontram e formam este aglomerado de faixas que é I Cry When I Laugh. Nós só temos a agradecer Jess Glynne! Só cuidado com o número (e a qualidade) de parcerias no futuro e continue sendo sábia na escolha dos singles. Em Take Me Home ela pergunta “Will you take me home?” (Vai me levar pra casa?). Vem pra minha casa sim Jess!

Veredicto: 70/100

Faixas que você tem que escutar senão estará perdendo tempo de vida: “Don’t Be So Hard on Yourself”, “Hold My Hand”“You Gave Me Something”“Saddest Vanilla”.

  • Gabriel

    hahaha amei sua analise! uma pitada de humor encantadora…

    • Obrigado! haha. Vem mais por aí.