Ser mainstream não parece ser tão bom

Digamos que você tenha um talento pra música. Um talento que você considera único!

Aliás, todos te consideram único!

E aí você decide investir, literalmente, nesse seu talento, decide que quer ser um popstar de fama e reconhecimento global, junta a maior quantia em dinheiro que você possa conseguir. Paga do seu próprio bolso produtores, estúdios e possivelmente diretor e produção de um vídeo clipe que possa promover seu trabalho.

Aos poucos, de passo em passo você consegue cada vez mais promover seu trabalho. Não se esqueça que a internet e suas redes sociais estão aí pra te ajudar!

E você vai galgando passos rumo ao seu estrelato, nós sabemos muito bem que sua caminhada até aqui não tem sido nada fácil e sabemos também que tende a ficar mais difícil ainda, mas é o que você quer e nada vai fazer você mudar de ideia, nós sabemos disso também.

E então você cai no gosto de muitos, pela internet principalmente, lança seu EP e forma uma base de fãs pequena, mas fiel à você.

Você ganha fama, mas poucos te conhecem, seus trabalhos são elogiados pelo público e crítica, não demora muito e uma gravadora reconhece seu potencial e te oferece um contrato.

Contrato esse quase irrecusável e você, para atingir seu objetivo maior (traçado no começo desse texto), aceita o acordo. Logo inicia os processos de gravação e produção de seu primeiro álbum.

Você consegue vendas astronômicas, conquista uma legião de fãs fiéis. Lança o segundo álbum, terceiro álbum, turnê mundial… Tudo que um ídolo pop de hoje faz.

Tudo certo?
Nem tudo.

Você vê a crítica massacrar seus trabalhos (alguns merecidamente, digamos), de uma hora para outra você vê fãs de outros (as) cantores (as) te xingando, te acusando de coisas que você nem tenha feito, criando piadinhas, perfis e páginas pra propagar um ‘ódio’ contra você.

Seus trabalhos mesmo tendo altas vendas, shows lotados pelo mundo todo, são tidos como ruins, ‘você é ruim’ por gente que nem te ouviu por uma vez se quer.

E você pensa: Ora, logo eu que trabalho incessantemente pra fazer o meu melhor, por que as pessoas falam isso de mim? Por que sou tão desvalorizado (a) se antes, no meu começo de carreira, eu era tão valorizado (a) sendo que continuo fazendo as mesmas coisas?

Bem, é uma pergunta que imaginamos Taylor’s, Iggy’s, Lana’s, Beyoncé’s fazendo. Não que elas realmente façam, mas ao ver a resposta do público com seus trabalhos, imaginamos o por que de tanto ódio e revolta.

Revolta com o sucesso alheio por pura futilidade ou má gestão de empresários e gravadoras?