A Música Pira! O poder da música que pode até nos fazer pirar!

A gente pode estar triste, feliz, radiante e ela sempre vai estar lá combinando com cada momento de nossas vidas. As nossas lembranças musicais nos fazem voltar no tempo e relembrar momentos importantes da nossa história, sejam eles bons ou ruins.

Inúmeras são as pesquisas que comprovam o poder que a música tem em nosso cotidiano e no que somos.  Basta dar um Google e vai ver que artigos não faltam para explicar o que muitas vezes é inexplicável, mas sim sentido. Você vai ver que até mesmo aquelas canções das quais você não simpatiza ou não faz parte do seu gosto musical também são capazes de influenciar seus sentimentos, seu comportamento.

Tudo o que nos cerca nos influencia. Faça o teste do copo d’água em cima de um televisor. Verá como as partículas da água vão se movimentar e alterar o aspecto dela de acordo com o tipo de programa que você assiste. A música faz o mesmo com a gente. Ondas eletromagnéticas são capazes de influenciar os nossos desejos e atitudes, na maioria das vezes, sem a gente perceber.
A música nos influencia tanto que imagine só uma cena dramática de um filme sem uma música que completa e amplie drasticamente a proporção do que está sendo exibido. Já imaginou a cena famosa do assassinato no banheiro no filme Psicose, de Hitchcock, sem aquela poderosa e assustadora trilha?  O que a música tem a nos dizer é que ela é capaz de transmitir uma mensagem tão poderosa do que aquilo que vemos.

Estudos que mediam os efeitos da música no ser humano foram feitos em diversas partes do mundo e avaliaram a relação da música com a alteração na frequência cardíaca e a resistência elétrica pele. O que ouvimos é selecionado, na grande maioria das vezes, baseado nos nossos gostos pessoais, mas cientistas sugerem que as músicas que ouvimos deveriam ser escolhidas baseadas no estado físico e emocional que estamos vivendo naquele instante. Deveríamos absorver a música quase que como um medicamento prescrito e não uma automedicação, se me perdoem a metáfora apenas para exemplificar melhor o que eu escrevi anteriormente. Esta automedicação pode trazer transtornos psicológicos, falta de foco e concentração nas atividades cotidianas, sendo assim prejudicial a saúde.

Ainda durante a II Guerra Mundial, uma pesquisa feita nos Estados Unidos, buscava entender mais informações sobre o lado emocional das pessoas, principalmente os veteranos que estavam em tratamento psiquiátrico por conta das ondas de choques dos bombardeiros da Guerra. E chegaram a conclusão de que a música é registrada na parte do cérebro que é estimulado pelas emoções e não naqueles que estão ligados à inteligência e a razão.

Alguns estudiosos afirmam que a audição tem o impacto maior do que qualquer outro sentido no nosso sistema nervoso. Nenhum outro sentido afeta tanto a nossa frequência cardíaca, nossa respiração, o equilíbrio hormonal, a pressão sanguínea, o humor e todas as nossas atitudes.

Certamente as grandes gravadoras e o show business souberam identificar esses efeitos e trabalham arduamente para criar conteúdo musical que possa ser vendável e atingir o maior número de pessoas possível.

Estudiosos também afirmam que colocar música de fundo em ambientes de trabalho ajuda e muito na produtividade. Me lembro de fazer uma prova, em um curso profissionalizante, e a professora colocar música clássica de fundo, pois dizia que aquilo iria acalmar nossos nervos na prova e fazer com que os nossos níveis de concentração subissem. E de fato ajudou.

Percebe-se naturalmente que aqueles que estão submetidos a ouvir ritmos rápidos reagem com excitação e aqueles expostos a ritmos musicais mais lentos tem um comportamento mais calmo, mais suave, muita vezes até tranquilizador.

Em um outro curso que fiz, agora de show business, foi comentado que durante um show de Paul McCartney, no Rio, na década de 90 e com a casa com superlotação, a produção teve que solicitar ao cantor que cantasse músicas mais leves, pois qualquer exaltação poderia causar uma grande tragédia no local. Por medida de segurança o cantor teve que acatar o pedido para que não houvesse vítimas.

Quanto a música repare também que, na grande parte das vezes, a gente, ao ouvi-la, involuntariamente está mexendo alguma parte do nosso corpo para marcar o ritmo da canção. O poder que a música tem de influenciar nosso sistema nervoso.

Pra ver o efeito que a música tem basta reparar também ao comportamento das pessoas nas pistas de danças ou nos próprios shows. Em shows de punk e hardcore a plateia chegava a se esmurrar. Sob o efeito não só da música, claro.  Mas intensificado com as fortes batidas e ao comportamento musical transmitido naquele tipo de som. John Diamond, um médico estudioso sobre o efeito do rock nas pessoas, chegou a classificar, na década de 80, o rock como “a mais séria poluição sonora…que pode suscitar stress e ira, reduzir a produtividade, aumentar a hiperatividade, debilitar a força muscular e poderia desempenhar um papel na delinquência juvenil”.

Um outro pesquisador, agora canadense, afirma ainda que se unir a música com efeitos de luz os estragos podem ser grandes. Jean-Paul Regimbal diz que “luzes que constantemente mudam de cor e intensidade perturbam a capacidade de orientação e os reflexos naturais. Quando a alteração entre luz e escuridão, acontece entre seis a oito vezes por segundo, o senso de profundidade é seriamente prejudicado. Se isto ocorre 26 vezes por segundo, as ondas alfa do cérebro se alteram e a capacidade de concentração é enfraquecida. Caso a freqüência de alteração entre luz e escuridão ultrapasse esse valor e perdure por um tempo considerável, o controle da pessoa sobre os sentidos pode cessar completamente. Por essa razão, não é exagero alegar que o rock, combinado com efeitos luminosos, resulta em completa ‘violação da consciência do indivíduo.’”

Muita gente passa mal mesmo com essa exposição continua de luz e música ritmada. Grande parte das transmissões de shows na TV fora do país iniciam com o alerta de que o programa a ser transmitido contém grande variação de luz o que pode trazer algum desconforto para quem está assistindo. E em alguns casos pode levar até a epilepsia.

Lendo esse texto parece que a música só tem coisas ruins. Mas é o tema desse post queria explorar justamente o lado negro da força hahaha! O lado que mostra que música pode nos fazer pirar sim. Entretanto, tocar instrumentos, por exemplo, pode ser muito benéfico ao cérebro. Como disse o lado bom da música não é o tema do nosso post, então vou deixar o vídeo aqui apenas como um bônus:

Não há dúvidas sobre a influencia da música no nosso humor e estado de espírito, cabe a gente então selecionar melhor o que ouvir e até mesmo seguir a dica de um dos médicos que sugere que ouçamos músicas de acordo com o nosso estado emocional e físico, não só pelo gosto, assim também nos permitimos a conhecer coisas novas e relaxar enquanto aproveitamos.

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