No Rock In Rio, Adam Lambert cantou Queen!

O público aguardava ansiosamente – pra não usar desespero na frase – pelo show de uma das maiores bandas (ainda ativas)do mundo! Aqui no Rio, não se falava em outra coisa. Mas um detalhe era importantíssimo, esse seria uma Queen, sem o Freddie Mercury (por motivos óbvios) que deixou todos os brasileiros mais apaixonados ainda pela banda em 1985, na primeira edição do Rock In Rio. No lugar dele, um novato  chamado Adam Lambert (ex-American Idol).

O setlist foi impecável! Quase – se não todos – os hits da banda estavam presentes!

Com o evento lotado (mas não tão lotado assim), o Adam embalou a galerinha, na primeira parte de um show, que até então não tinha feito a galera que lá estava (nem a de casa) sentir o arrepio causado por estar num show da Queen. Até que, Brian May (guitarra e vocais), trouxe a canção Love Of My Life, e o Freddie apareceu dando uma palhinha no telão. Esse poderia ter sido o melhor momento do show, mas colocaram ele pra entoar apenas segundos da música.

Em seguida, o Roger Taylor, resolveu soltar a voz, e cantou It’s A Kind Of Magic ao lado do Brian. Provando que ainda há Queen no palco, mas o público ainda esperava pelo momento do arrepio.

Um outro momento esperado, era a apresentação da canção Under Pressure, mas a mesma trouxe o Lambert ao palco, e mesmo compartilhando os vocais com o Roger, deixou muito a desejar. #cadêaemoção

Depois de uma cansativa performance de Save Me, Brian perguntou ao público o que acharam do Adam, e apresentaram o novo single solo do cantor, Ghost Town. 

Who Wants To Live Forever serviu pro Adam mostrar toda sua potência vocal, e o cara mandou muito muito bem! #parabéns

O final do show chegava, e o público recebeu um presente dos deuses, ou melhor, do Deus. Brian arrepiou todos os pelos do corpo alheio com seu solo de guitarra. Anunciava ele que o que era bom estava pro vir, ou não.

Era quase 2 da madruga, quando Adam voltou puxando The  Show Must Go On numa performance vocalmente impecável, mas ele, o artista, é maior que as músicas da banda,  e fez  o show parecer ser dele, mas não era isso o que a gente estava querendo, não dessa vez.

E em Radio Gaga, ele desceu, chegou mais perto da galera e implorou pra que todos puxassem o refrão da canção. Foi bacana, um dos pontos altos do show, mas ainda não foi o bastante.

As melhores músicas do repertório estavam por vir, e isso fez com que o público normalmente se animasse mais.

A sequência aniquiladora iniciada por:

Crazy Little Thing Called Love – OK

Bohemian Rhapsody — trouxe o Mercury de volta no telão

 We Will Rock You – depois de uma pausa, o Adam voltou com a bandeira do Brasil e o Brian vestindo uma camisa com as cores do país

We Are The Champion – como um príncipe, Adam esbanjou toda a sua beleza e todos cantaram com ele

 Mas essas músicas não servem como termômetro para medir o show, por serem canções maiores do que qualquer performance.

Por fim, lembraremos do Adam, não do Queen. Mas nunca esqueceremos isso daqui: