Álbum: Hurts – Surrender

Hurts tomou antidepressivo! Só pode! O som deles continua com uma pegada dark, tenebrosa e intensa, os vocais do Theo continuam graves (e maravilhosos), o synthpop continua predominando aqui. Mas a diferença em relação aos dois álbuns anteriores é bem notável: um quê de otimismo.

Até mesmo algumas músicas ganham uma animação que não é característica do duo inglês, e que parece arriscar a tirar a sua essência. Mas, pra nossa sorte, isso não ocorre. Some Kinda Heaven talvez seja a faixa que mais surpreenda neste quesito. Lights mistura pop e disco de uma maneira repentina, que cai bem e que passaria facilmente por uma música do Mark Ronson. Nothing Will Be Bigger Than Us tem elementos dance/pop escancarados e surpreendentemente te faz querer até (pasmém) dançar. Dançar ao som de Hurts, sem remix! Pode isso? Pode! Deve!

Mas calma lá, que essa “animação” não tá no álbum todo não. Como já sabemos, eles brincam muito bem com sutileza, daquela maneira depressiva e sombria que se espera deles, como na baladinha com piano Wish.

Em Why há a pergunta “If this is love, why does it hurt so bad?” (Se isso é amor, por que machuca tanto?). A gente também não sabe, mas se de maneira depressiva a la Lana Del Rey já não era muito esforço gostar do Hurts, com um pouco de otimismo adicionado fica mais fácil ainda.

Veredicto: 75/100

Faixas que você deve ouvir senão estará perdendo tempo de vida: Some Kinda Heaven, Nothing Will Be Bigger Than Us, Lights