O divisor de águas de Jamie Lawson

A gente nunca sabe por quanto tempo um nome vai durar no duro e competitivo mercado da música, mas já podemos dizer que o cantor inglês Jamie Lawson está tendo a sua chance e que o seu disco autointitulado é um divisor de águas na sua carreira.

O cara tem 39 anos de idade, prestes a completar quarenta agora em dezembro, acabou de lançar o seu quarto disco, mas o primeiro com real potencial de sucesso. Na verdade o disco já tem conquistado corações mundo a fora. Em sua semana de estreia alcançou o número 1 dos charts ingleses e a divulgação está intensa, principalmente nos países que falam inglês como Austrália, Nova Zelândia e, claro, Estados Unidos. Na Inglaterra o cara abriu os shows do One Direction neste ano para dar um up e marcar território.

Jamie iniciou sua carreira como músico já faz algum tempo e tem outros três discos lançados, porém sem sucesso. Seu novo disco é um capítulo a parte na sua trajetória. Conheceu Ed Sheeran, no ano passado, que o convidou para abrir um de seus shows na Irlanda. Viraram amigos e Jamie é o primeiro contratado da Gingerbread Man Records, gravadora que Ed acabou de abrir para investir em “novos” talentos.

O disco abre com a ótima Wasn’t Expecting That que tem marcado presença na parada de singles em diversos países europeus. O peak na Inglaterra foi a posição 6, há algumas semanas, e se mantém no TOP 10. Por incrível que pareça a canção foi lançada há mais de quatro anos, para o terceiro disco do cantor. O single, na época, teve apenas boa execução na Irlanda, atingindo o #3. Jamie regravou a canção e relançou como lead single do seu retorno a música, já que desde então não lançava nada oficialmente.  A faixa claramente indica o que podemos esperar do álbum: letras amorosas, violão presente em todas as faixas e muito, muito amor para dar e vender.

Sabe aquelas canções que são boas para colocar num domingo de manhã, calmas, e que ajudam a começar bem o dia? As onze faixas do álbum apesar de muito parecidas e de seguirem a mesma harmonia musical não cansam a quem está ouvindo, principalmente se você estiver apaixonado/a.

É um derramamento de amor. Em Cold In Ohio o cantor se derrete cantando “It’s Cold In Ohio but it’s warm here next to you…“. Ou ainda em Still Yours quando ele apela para “This heart is still mine which means it’s still yours…”. É muito amor para uma pessoa só. Mas como em todo relacionamentos crises acontecem e, às vezes, é preciso ceder e reconhecer que você erra. É o que acontece em Don’t Let Me Let You Go. “I may fail but I will always try”. O amor supera qualquer adversidade.

O disco mergulha muito bem numa fórmula que sempre dá certo, mas nesse caso, com investimento correto e bem empregado pode derreter os corações por diversas partes e fazer do disco um queridinho entre as meninas de todo o mundo.

In Our Own World deve ser uma das favoritas do álbum. Bem romântica, daquelas que vai fazer muita gente chorar. Confesso que bateu algo aqui quando ouvi. A música é deliciosa e, se entrasse numa trilha de novela, tem grande potencial para estourar.

As duas últimas faixas do álbum trazem praticamente a mesma mensagem: dias melhores virão, não deixe-se abater. Em Sometimes It’s Hard Jamie deixa claro que as tempestades passam e que é preciso trazer a força que há dentro da gente para seguir em frente. Na que fecha o álbum, Let Love Hold You Now, ele pede para que sua parceira deixe seus problemas de lado e que ele está lá para cuidar. É pra tirar o peso das costas, matar os demônios internos e seguir com ele. Jamie a gente já tá seguindo você, amor!

Pra quem gosta das baladas românticas de Ed Sheeran, Jason Mraz e coisas do gênero, siga em frente. Tá aí um dos melhores discos, do estilo, deste ano.

Nota: 80/100

spotify:album:3ILPSyU8RawO2YHZENdrmB

 

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