The Weeknd: o príncipe negro do R&B

Quando a gente coloca o The Weeknd como príncipe negro do R&B estamos nos referindo diretamente a como o cantor é conhecido no meio musical, dando bastante ênfase a seu lado obscuro, misterioso que por anos tentou se manter o mais “escondido”.

Abel Tesfaye, nome verdadeiro do The Weeknd, não gosta de dar entrevistas e acredita que isso ajuda a manter essa sua fama misteriosa mas defende que “vivemos numa era de muito excesso… acho que é por isso que a minha carreira deva ir longe. Porque eu não dou tudo o que as pessoas querem”. Ele tenta ao máximo se preservar e garantir que sempre vai ter algo para contar, na hora certa.

The Weeknd nasceu em 1990, em Scarbourough, no Canadá. Seus país são etíopes e migraram para a América do Norte no início da década de 80 fugindo de uma grave crise humanitária no país africano. Foi praticamente criado pela avó, já que sua mãe fazia duplas jornadas no trabalho e o pai – com quem nunca teve contato além de uma ou duas ocasiões em toda a vida – não morava com eles.

Aos 17 foi expulso da escola. Ao entrar em uma nova ficou por menos de seis meses até desistir dos estudos. Se mudou para uma casa pequena com outros dois amigos. Mas as coisas só pioraram. Vendia maconha, roubava comida, usava drogas, viveu na rua e, muitas vezes, de sofá em sofá em casa de conhecidos. Do período obscuro tirou a lição de não ter medo de falhar. “Já sei como é estar no fundo do poço”, em entrevista à Revista Rolling Stone.

Começou sua carreira em 2010 quando se juntou a um produtor local chamado Jeremy Rose e começaram a trabalhar em composições e produções que o próprio cantor publicava em suas redes sociais. Eles queriam criar um projeto musical obscuro. Conseguiram. Lançou três EPs que chamaram atenção de nomes como o de Drake que abriu as portas do mundo da música profissional para o cara.

Algum tempo depois o conteúdo dos EPs foi remasterizado e lançado numa trilogia que mudou a cara do R&B. Trilogy, lançado em novembro de 2012, alcançou o número 4 da parada oficial da Billboard. No mês seguinte ao lançamento a BBC indicou The Weeknd como uma das promessas da música em 2013.

Suas grandes inspirações na vida são Michael Jackson, Prince e R. Kelly. É inevitável. Em quase todas as matérias que falam sobre o cara, sempre o comparam ou o relacionam com o Rei do Pop. Mas chega a ser quase repetitivo e ousado falar de alguém que não foi influenciado por Michael Jackson.

Outro nomes também surgem como grandes referências pois marcaram a transição da infância para a pré-adolescência do cantor, como de Aalyah, Missy Elliot, The Neptunes e do produtor Timbaland. De acordo com o cantor foram eles que o “formaram musicalmente“. O bom gosto parece sempre ter marcado presença.

Em 2013 lançou o seu primeiro disco: Kiss Land. O álbum chegou ao segundo lugar da parada americana. O sucesso já estava consolidado. Naquele ano ele abriu a turnê de Justin Timberlake por todo o Estados Unidos. Em 2014 foi a vez da turnê do Drake e gravou Love me Harder com Ariana Grande. Mas ele nem podia imaginar o que ainda viria adiante.

Começou o ano de 2015 cantando um dos temas do filme 50 Tons de Cinza. Earned it é só mais uma amostra da sua vibe sensualizada. Combina perfeitamente com a proposta do filme. Um estouro nas paradas do mundo todo.

Beauty Behind the Madness é o segundo disco do cara. Lançado em agosto estreou direto no número 1. Fato consumado de sucesso. Os singles do disco fizeram com que o cantor entrasse num reduto quase inatingível. The Weeknd foi o décimo segundo artista na história da música a substituir ele mesmo no primeiro lugar do Hot 100 da Billboard. Saiu Can’t Feel My Face (3 semanas em #1) e entrou The Hills (6 semanas em #1).

Can’t Feel My Face certamente é uma das melhores faixas do ano. E o engraçado é o tamanho do sucesso da canção sabendo que ela fala justamente do envolvimento com drogas. A música personifica a dependência de cocaína como uma perigosa parceira romântica. É assim que The Weeknd é. Se não tiver essa dose de conteúdo explícito e controverso ele estará com problemas.

Ahhhh.. a gente não podia terminar sem falar de uma das principais marcas do cara, além de suas letras sobre drogas e sexo: o cabelo. Motivo de chacota e memes variados o cabelo inspirado no artista Jean-Michael Basquiat faz o estilo do cantor único. “Se eu tiver que cortar, eu pareceria com qualquer pessoa. E isso é tão chato pra mim”.

Ele tem toda razão. Fica com essa cabeleira aí. Vai que o cara é tipo Sansão e perde o talento se cortar? Melhor não correr esse risco! Continue Ins(Pirando) a gente!

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