O primeiro disco solo de Markus Feehily, ex-Westlife

Quem gosta do mundo pop deve se lembrar de uma das boybands de maior sucesso no início dos anos 2000: o Westlife.

O grupo irlandês encerrou suas atividades em 2012 mas colecionaram hits e ótimas posições nos charts, principalmente na Inglaterra. Por lá foram 14 singles que alcançaram o primeiro lugar e, no mundo, mais de 50 milhões de discos vendidos.

Um de seus ex-integrantes, Markus Feehily, acaba de lançar o seu primeiro disco solo, Fire. E a gente comenta aqui sobre a versão standard do álbum.

A primeira coisa que você deve ter no radar é que apesar de o álbum chamar Fire, não tem nada de “fogo” no disco. E quando me refiro à fogo considero algo como bombástico, inovador, explosivo, músicas dançantes. Esqueça. Estou tentando entender o porquê do nome se nada no trabalho me traz essa referência. N-A-D-A.

O disco atingiu o #2 dos charts irlandeses e apenas a posição de número 25 nos charts ingleses e o single de estreia Love is A Drug amargou a posição #56 na Inglaterra e foi pior ainda em seu país natal atingindo a posição 65 na Irlanda. A faixa, em alguns momentos, me lembra algo do Adam Lambert. Tem uma sonoridade tanto na harmonia quanto na própria voz de Markus que remete ao cantor americano.

Uma coisa importante a se falar do álbum é que todas as faixas foram co-escritas por Markus. O que sempre é um ponto positivo para qualquer artista. Mas perde quando a gente lembra o nome do disco e ouve. haha!

O disco caminha por um terreno muito simples e Markus não se arriscou em praticamente nada. Ficou numa zona de conforto que faz total sentido às péssimas posições que o disco conquistou. Uma pena.

Mas tem coisa interessante no disco. Vale a pena dar uma ouvida em Butterfly, seu novo single. Bem radiofônica, bem pop, indo de encontro ao que os fãs de Westlife gostariam de ouvir. Outra faixa que merece destaque é Sanctuary.

Na segunda metade do disco Sirens chama atenção. Uma das melhores do álbum. Vale o play. Traz Markus atormentado, morrendo de amores, mas cheio de coisas na cabeça que poderia fazê-lo desistir de tudo. Em Simple Love o cantor traz um pop bem gostoso, mas de novo sem nada de novo. Sempre pisando numa área completamente confortável.

Casablanca fecha a versão standard. Arranjo sofisticado. Outra que merece destaque. Os vocais do Markus estão perfeitos. “…So I sacrificed our broken love Cause I’m not the only one you’re thinking of…”. Merece ser single se as coisas melhorem pro lado dele e a gravadora não resolver parar a divulgação logo logo.

Markus a gente tentou, mas você precisa ajudar também, né?

Nota: 70/100

spotify:album:1S0rjXXcj4iSTrzSlugXVT

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