Artistas que quebram Estereótipos

Estereótipo são generalizações que as pessoas fazem sobre comportamentos ou características de outros. Estereótipo significa impressão sólida, e pode ser sobre a aparência, roupas, comportamento, cultura etc.
Fonte: Wikipédia

Sabe quando você pensa que para ser uma cantora pop a moça deve ser alta, magra e linda (ser loira é um diferencial)?

Ou quando você imagina que para ser mulher e fazer rap a moça deve ser masculinizada, deixar sua feminilidade pra lá? Ou deve manter sua sexualidade para si?

Ou ainda: Quando você imagina que para ser um rapper ou se manter no meio, o cara deve ser musculoso, bonito e totalmente assimétrico, bonito aos seus olhos e muito provavelmente heterossexual?

E mais: sabe quando você idealiza uma cantora negra, mas a imagina magra, linda, com um baita (e essencial) voz?

Pois então, você está estereotipando essas pessoas. O que não é legal!
Aliás, te diria que é errado!

A partir do momento que você criar moldes para determinadas atividades, você limita pessoas e excluí muitas outras. Ninguém gostaria de ser cobrado a ser de um jeito para cumprir com suas funções, continuar seu trabalho, seguir seus sonhos.

E então por qual motivo cobrar, exigir que outras pessoas sigam essas “normas”?

Viemos aqui então, por meio desse post, para quebrar essas ideias. Listamos aqui artistas que estão aí esfregando na sua cara que não é necessário seguir padrões para fazer o que fazem…

Adam Lambert e Sam Smith

Gays são minoria no ramo da música, assim como em qualquer meio. Mas Adam Lambert e Sam Smith quebraram barreira quanto a isso.

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Adam participou da 8ª temporada do American Idol, terminou em segundo lugar, porém se tornou o vencedor de fato. Três álbuns lançados e uma participação pra lá de incrível na turnê do Queen, substituindo Freddie Mercury e daí por diante todos já conhecem a história.

Sam-Smith

Sam Smith assumidamente gay, teve um dos álbuns mais vendidos no mundo em 2014. Garantiu 4 Grammys de uma só vez e garantiu lugares altos em charts pelo mundo. Ou seja o mundo passou a se acostumar a ouvir músicas que falavam de amor entre dois homens.

adore delano e Conchita Wurst

Se gays são minorias entre músicos, Drag Queens então são raras. As causas LGBT’s ao redor do mundo estão longe (infelizmente) de serem atendidas como um todo. Mas Daniel Noriega (quem dá vida a Adore que também é um ex American Idol) vem marcando seu nome e garantindo seu espaço.

RuPaul’s Drag Race reality show de grande sucesso pelo mundo só com Drag Queens deu uma ajuda nisso. O programa é responsável por mostrar as pessoas a cultura Drag e acaba por quebrar preconceitos e tabus por onde é exibido.

Adore foi uma das participantes do programa. Mas Adore Delano aqui, apenas representa outras Drags Queens. Em comunicado, a academia do Grammy diz que a partir de agora Drag Queens como Adore Delano, poderão concorrer aos prêmios. Sendo assim, Adore que lançou um trabalho em junho de 2014 pode ser indicada já nessa edição se tornando a primeira Drag Queen a concorrer em alguma categoria do Grammy.

Cogita-se ainda que a academia crie alguma categoria específica para o gênero.

Conchita Wurst também pode despontar na próxima edição do Grammy. Mas sua história é diferente: Conchita ganhou o maior concurso de calouros da Europa o Eurovision. Ou seja, uma Drag Queen conquistou todo um continente conservador com apenas seu talento, mesmo sob protestos preconceituosos.

frank ocean

Frank Ocean é uma das maiores e melhores revelações da música negra americana nos últimos anos. Após trabalhar em algumas mixtapes, o cantor e rapper chamou a atenção após trabalhos com Beyoncé e John Legend por exemplo.

Lançou seu primeiro álbum, o Channel Orange e antes disso soltou o seguinte comunicado:

“Há quatro verões, conheci uma pessoa. Tinha apenas 19 anos. Ele também. Passamos o verão juntos. E o verão seguinte também. Quase todos os dias. E nos dias em que estávamos juntos, o tempo deslizava. Na maior parte do dia, eu observava o sorriso dele. Ouvia o que ele dizia e o silêncio dele, até ele dormir. Sono que muitas vezes partilhava com ele”

Estava então Frank Ocean assumindo sua sexualidade. Mesmo que isso hoje não seja sua bandeira, Frank se torna um dos poucos artistas do meio a se assumir publicamente.

jazmine sullivan, Meghan TRainor e Beth Ditto

“Sim, meu cabelo e minha bunda são falsos, mas e daí?
Por causa deles eu tenho meu aluguel pago, e meus peitos me levam para
Lugares que mal consigo dizer
Ele disse que ele continuaria saindo comigo se eu mantivesse meu corpo magro
E as piranhas ficam irritadas por que estou vivendo essa vida”
Mascara – Jazmine Sullivan

Alguns falariam que versos como esse, tão pessoal, tão íntimo seria cantado por uma mulher alta, magra e tudo mais. Mas são versos de Mascara canção do álbum Reality Show de Jazmine Sullivan, álbum ovacionado pela crítica (85 pontos no Metacritic).

Jazmine enfrentou sérios problemas na antiga gravadora, foi pressionada a seguir padrões de beleza impostos em parte pelo agenciamento de sua carreira. Jazmine Sullivan trocou de gravadora e agora segue seus próprios padrões e suas próprias regras pra seu corpo, sua voz, sua vida. Prova que uma mulher negra e pluz size pode continuar linda e cantar sobre temas diversos sem se importar com nada.

Meghan Trainor em 2014 chegou com tudo as paradas musicais com All About The Bass. Música que viria se tornar um hino que exaltava as gordinhas e mulheres curvilíneas.

Beth Ditto é a sensacional vocalista da banda The Gossip. É assumidamente lésbica se tornando um dos principais nomes na luta pelos direitos LGBT nos Estados Unidos. Mesmo acima do peso foi eleita pela edição de 2007 do NME Awards a mulher mais sexy do ano. É linda e encoraja outras mulheres a se amarem do jeito delas, independente de sua sexualidade ou peso.


Padrões de beleza, de comportamento e de sexualidade são desnecessários!

Viva a diversidade e liberdade de corpos e mentes!