Martin Luke Brown, um novo talento inglês + entrevista para gente!

Sabe aqueles textos difíceis de começar a escrever e a desenrolar o que você quer passar para quem ler? Pois bem esse aqui é um deles. Principalmente porque você gosta muito do artista em questão e quer tentar trazer ao texto um tom mais impessoal, mas acho que vai ser difícil. Ainda mais quando você traz junto uma entrevista com o cara! Aí fica ainda mais especial.

Entrevistamos Martin, por email, no final do mês de outubro e aqui está para vocês conhecerem um pouco mais sobre o cara!

Martin Luke Brown nasceu na Inglaterra e além de ter uma voz deliciosa ainda tem o talento de compor letras bastante pessoais e que a gente consegue se enxergar nelas.  O cara é autodidata e aprendeu a tocar vários instrumentos e se apresenta desde os 14 anos.

No ano passado ele lançou o seu primeiro single. A canção Nostalgia que trata de um período da vida de Martin que todo mundo já deve ter passado e é difícil de lidar, em muitos casos. O término da faculdade, sair de casa e as indecisões da vida e as lembranças que esse período nos trazem a cabeça depois de alguns anos. Se você ainda não passou por isso, vai passar e vai entender. Ele, então, se mudou pra Londres para correr atrás dos seus sonhos.

Veio o ano de 2015 e Martin lançou o EP Take Out Of Me que traz justamente uma experiência rebelde que o cantor teve no início da sua vida londrina. E o período que o cantor se sentia bastante vazio.

  • MI: Martin você acredita que as dificuldades destes momentos em que se sentiu perdido ou sem qualquer perspectiva o tornaram mais produtivo e isso tenha o forçado a exercer o seu lado criativo?  O quão difícil foi isso?
    • 100%. Se não fosse por esse período da minha vida eu não estaria onde estou hoje. É inspiração e você não pode comprar ou forçar. E quando a criatividade se torna algo difícil você tem que buscá-la em lugares mais profundos da sua mente os quais você não enfrentava ou mesmo nunca tinha escrito sobre. 

Martin é do tipo de cantor que além de fazer com que as pessoas se identifiquem de alguma maneira com o seu trabalho, ele quer ser ainda mais profundo e dizer algo além do que as suas composições já dizem.

  • MI: Em uma outra entrevista você diz que gosta muito de Beatles e Stevie Wonder não só por causa da música em si, mas por que tem algo ali que vai além, sejam mensagens políticas ou algo que traga reflexão porque não são comumente exploradas. Que tipo de mensagem você quer compartilhar com a sua música? Qual a sua verdade?
    • Antes de tudo eu quero que tudo seja verdadeiro e que venha do coração. Mas tudo mesmo. Quero escrever canções sobre tudo. Se eu morresse agora as pessoas poderiam ter uma boa ideia de quem eu sou/fui como pessoa. Quero escrever canções politizadas, músicas sobre amor, sobre outras pessoas. Quero unir as pessoas. No final do dia é isso que importa: trazer pra perto as pessoas que tem os mesmos interesses e a mesma filosofia de vida que eu.  

 

 

  • MI: Seu primeiro EP realmente é muito bom. Que tipo de mudanças você sente que tem acontecido desde que lançou o seu primeiro single no ano passado ou mesmo desde quando começou a compor, gravar? Mudanças no processo de compor, se apresentar…
    • Muito obrigado! Eu gostaria de pensar que as coisas não tem mudado tanto. Tudo tem sido sobre honestidade e me entregar por completo e isso continua o mesmo. Espero que tenho me desenvolvido e pra melhor! haha!  
  • MI: Então que tipo de lição você aprendeu para se tornar o artista que é agora?
    • A confiar nos seus instintos. Apenas siga com o que te faz sentir bem, mesmo que isso signifique ou pareça um risco. Siga em frente. 

 

Os pais de Martin são grandes apreciadores de música. Na coleção pessoal discos como os de The Kings, ELO, Simon & Garfunkel e outras obras-primas, principalmente da década de 60. Soul Music da Motown tá na lista dos favoritos!  E isso fez com que o cantor começasse a se arriscar no piano da família. Entre os artistas atuais ele gosta de Adele, Paolo Nutini, Sam Smith e George Ezra.

  • MI: Já que o nosso site chama Música Inspira que música te inspira?
    • Toda música me inspira. TODA. Mas, de novo, tem que ser autêntica, honesta e verdadeira. Isso é o que me inspira! 
  • MI: Você deve lançar um álbum, o primeiro da carreira, no próximo ano. O que já pode contar a respeito deste trabalho? Com quem tem trabalhado?
    • Se tudo der certo sai no ano que vem sim. O principal produtor com quem tenho trabalhado é o Utters. Ele é louco do melhor jeito possível. Ele geralmente está envolvido com hip-hop e já trabalhou em algumas coisas com o Drake, mas ele também flerta com o soul e tem trabalhado com o Maverick Sabre. Realmente amo os materiais que ele produz e o jeito que trabalha. Outra coisa sobre o disco? VAI VIR DO CORAÇÃO, BABY! 
  • MI: Essa então é sua maior ambição agora…
    • Sim! Minha maior ambição é fazer um álbum que eu me sinta 100% orgulhoso dele e que eu me sinta completamente encapsulado em quem eu sou como artista. Gradualmente estamos chegando lá! 

 

 – Perguntas rápidas – 

  • MI: Se tivesse que escolher, em caso de emergência, um único disco pra salvar, qual seria?
    • Songs in the Key of Life, do Stevie Wonder.
  • MI: Uma música que não aguenta mais ouvir?
    • Lonely, do Akon! Longa história pessoal hahaha!
  • MI: Herói na música?
    • Meu pai!
  • MI: 5 músicas que você está ouvindo!
    • Worry, Jack Garratt
    • Grow, Frances
    • Colour me in Gold, JP Cooper
    • Million, Allen Stone
    • Slip Away, Gabrielle Aplin

Uma das canções do EP de estreia de Martin que mais nos chama atenção é Bring it Back to Me. Uma faixa que Martin escreveu justamente para falar sobre todo o apoio que a sua família tem lhe dado, principalmente nos momentos mais difíceis. De acordo com o cantor é uma música que faz ele lembrar que não é uma “diva” e que se ele ficar arrogante ou coisa do gênero conforme sua carreira avance ele sabe que vai ter gente que o coloque no lugar, na linha!

Martin toda sorte pra você! Porque você já tem espaço aqui no nosso <3

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