YACHT e seu disco entediante

A banda norte-americana YACHT lançou no mês passado o seu sexta álbum, I Thought the Future Would be Cooler. É o primeiro trabalho da banda em quatro anos.

Pela chamada deste artigo você já deve ter entendido sobre o que achamos deste novo disco.  Podemos ainda dizer que o disco se divide em dois momentos. Da primeira música até a metade podemos dizer que o trabalho está audível, mas da segunda metade até o final a coisa desanda bonito. Fica um porre só.

Vale ressaltar e lembrar que nossas reviews são baseadas em nossa relação com o álbum e o que sentimos quando ouvimos suas batidas, suas letras e qual mood que a gente é transportado e não uma análise crítica do ponto de vista de produção e técnica. Claro que há inúmeras influências externas que também alteram a nossa percepção sobre o trabalho, mas paciência. Por isso que a gente ouve o disco em momentos diferentes do dia, da semana, para evitar que alterações de humor possam influenciar na nossa análise.

Miles & Miles abre o disco de forma bastante agradável apesar da faixa ser muito extensa. Estamos falando de uma faixa com mais de 8 minutos de duração já abrindo os trabalhos. Cansa, mas a faixa é boa e supera qualquer angústia por sua longa duração.

Até a quarta música Ring Tone tá tudo bem. Inclusive gostei dessa também. Mas vai ver que as faixas White Mirror e Matter trazem nada demais. Tudo igual. Parecem até ser a mesma música. I Thought the Future Would be Cooler – música que dá nome ao disco – até tem um título legal mas não é nada demais.

Pra fechar a primeira metade do disco vem L.A. Plays Itself. Gosto. Bem. A canção é ótima. Divertida. Dá vontade de ficar cantando junto. Nem tudo está perdido. Juro. Mas aí vem a sétima faixa I Wanna Fuck You till I’m Dead. Eles não precisavam disso. Nem parece que já é o sexto disco da banda. Música besta, parece feita por e para adolescentes. E aí a coisa desanda por completo.

Hologram. Pula. Don’t be So Rude. Fraca demais. E a letra? “I would feel much less alone If I knew that everyone was as lonely as me…”. Para, vai! War on Women. Chata. The Entertainment. Ufa, acabou o disco.

Tem uma hora que ouvindo o disco tudo fica tão igual que já não se sabe em qual faixa está, da onde viemos e pra onde vamos. Uma pena. Chega a ser agonizante ouvir trabalhos assim, porque a gente sabe do trabalho que deve ser fazer um disco.

Mas a gente sempre diz… se os reais fãs da banda estão satisfeitos, é o que importa. São eles que vão comprar, ouvir, consumir. Por aqui já tiramos da lista.

Nota: 55/100

Se arrisca aí:

spotify:album:5PWqU4Nx26hEZrhvdVZ69c

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