O misto de sentimentos de Halsey

Esse ano de 2015 está cheio de surpresas e uma das mais gratas e melhores é sem dúvida o primeiro álbum da carreira da jovem Halsey.

Halsey lançou no fim de 2014 o EP Room 93 e em agosto desse ano o aclamado Badlands. A cantora vem ao Brasil ano que vem, se apresenta no dia 12 de março no festival Lollapalooza e ainda participa na faixa The Feeling, faixa presente no novo álbum de Justin Bieber que será lançado na próxima sexta (ou já foi lançado se não fosse um erro do Wallmart).

Ou seja, Halsey é um nome para ficarmos de olho nesses próximos meses. É provável que a moça, ao lado de nomes como Melanie Martinez, seja responsável por manter o indie-pop em alta no próximo ano.

Mas viemos aqui para falar especialmente de seu novo álbum: Badlands. Então vamos lá!

O álbum se inicia com a suave e ao mesmo tempo forte Castle, a canção inicia de forma única o trabalho. Potente na medida certa, arranjos e produção impecável!

Seguimos então para a intensa Hold Me Down.

A música tem produção e arranjos doces e muito bem feitos, criando uma combinação perfeita com a letra densa. Mais uma ótima canção, mesmo se parecendo muito com sua antecessora.

New Americana tem um dos vídeos mais fantásticos do ano! Também pudera: a canção também é fantástica. Irônica em certos pontos e certeira em traduzir a realidade dos jovens americanos.

Em Drive Halsey mostra mais uma vez sua personalidade no álbum. Talvez uma canção cansativa já no início do álbum, mas não tira o mérito do trabalho (pelo menos não até aqui).

Chegamos então a Hurricane. Até aqui a melhor canção. Letra muito bem construída, produção de nível máximo, arranjos impecáveis. Da impecável faixa partimos para Roman Holiday, que mantém o mesmo nível das outras faixas do trabalho.

Ghost poderia ser uma canção tema de muitos relacionamentos por aí (And I swear I hate you when you leave/But I like it anyway). Um misto de sentimentos que é um relacionamento qualquer, mas aqui entende-se de sua convivência com seus sentimentos mais obscuros. Uma vez que fazem parte da vida dela tornando-se essenciais para construção de sua personalidade e consequentemente de seu álbum!

E chegamos à Color. Uma de suas melhores letras! Independente da produção, dos arranjos ou ‘estilo’, a letra se casaria muito bem com qualquer coisa e isso é um mérito louvável.

Strange Love tem a letra mais distante das outras contidas nesse álbum e isso é muito bom. O ruim é quando os produtores decidiram se manter na mesma atmosfera das faixas anteriores.

E não há faixa mais agradável aqui que Coming Down. Hauting é outra faixa agradável, junto de sua antecessora, nos transporta para outra dimensão quando ouvimos. Imergimos em um outro nível e ao mesmo tempo nos mantemos focados no álbum. Fantástico.

Gasoline tem letra confusa com produção impecável. Uma faixa que não é ruim, mas não é uma das melhores do álbum. Control só torna o álbum um pouco cansativo em seu fim.

O mesmo não acontece com as faixas Young God e I Walk The Line. As duas encerram o álbum de forma impecável. Letras fortes com arranjos e produções de tirar o chapéu.

Por fim: O Badlands é um álbum perfeito para uma estreia. Mesmo sendo tão denso a ponto de termos a sensação de ser cansativo às vezes, enxergamos uma jovem de vida intensa e talento imensurável. Sim, afinal para pouca idade que Halsey tem, ela nos traz um trabalho maduro. Mais adulto e experiente que muita coisa que estamos fartos de ouvir hoje em dia.

Que esse seja “apenas” um primeiro trabalho para alguém que merece uma carreira crescente e forte.

Nota: 85/100

 

 

 

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