Lana Del Rey em sua Lua de Mel amarga

Em uma carreira meteórica, com uma verdadeira produção em massa de álbuns, Lana Del Rey chega ao seu terceiro álbum (ou quarto se você considerar o Paradise como segundo álbum).

Falo de uma carreira meteórica pelo fato da cantora sair da internet e em cinco anos se estabelecer na indústria fonográfica de modo a manter suas raízes, suas características desde o início da carreira.

E com uma produção em massa, já que desde 2011, ano do lançamento de seu primeiro álbum Born To Die, a cantora vem com trabalhando em novos álbuns ano a ano. E já anunciou dias atrás estar em produção para o próximo trabalho.

A bola da vez é controverso Honeymoon. Um álbum bem mais leve que seu antecessor, porém mais supérfluo de sua carreira.  É aquele tipo de trabalho que não é ruim, mas tá longe de ser um dos melhores.

E tudo começa com a faixa título: Honeymoon. Melancólica ao extremo como as faixas do Ultraviolence e crua como as faixas do Born To Die. Mas é um começo desanimado.

Music To Watch Boys To tem uma letra mais vazia que antecessora, mas empolga no início (“empolga” se tratando de Lana Del Rey vocês podem entender bem, né?). Uma ótima faixa: Terrence Loves You. Sem muitas considerações a se fazerem, é uma ótima combinação entre uma produção que preza pela identidade da cantora e uma letra simples e os vocais muito bem encaixados.

Mas é só em God Knows I Tried é que Lana mostra a que veio em seu novo álbum. Ou seja, só na quarta faixa que identificamos uma identidade do álbum, uma pena se comparar com seus antecessores.

Chegamos então a ótima High By The Beach. Ótima escolha como primeiro single, com um refrão grudento e sedutor (infelizmente não merecia aquele vídeo). Freak também é uma ótima canção. Letra, produção perfeita e arranjos muito bem executados.

Art Deco não deixa a desejar, mas também não nos surpreende. Mantém o mesmo nível que suas antecessoras e isso já basta. O mesmo pode se dizer de Religion.

Em Salvatore tudo desanda, desanimada ao extremo a canção só decepciona. The Blackest Day é salva pelo momento do refrão, que é excelente, mas desanima no restante da canção.

Já podemos considerar aqui a pior canção do álbum: 24. Desanimada, chata e cansativa, aqui nada se salva. Em Swan Song ela até se recupera bem, mesmo a canção mantendo a mesma atmosfera das outras, mas é uma boa música.

O álbum encerra com a ótima Don’t Let Me Be Misunderstood. Ótima de se ouvir, mesmo sendo melancólica, triste.

E é bem isso que o Honeymoon é: triste e melancólico.
O trabalho carrega bem esse sentimento que a cantora trás consigo, por isso aqui uma ressalva: o álbum é ótimo naquilo que se propõe.

E é bem provável que esse seja o objetivo real de Lana Del Rey com esse álbum, apenas mostrar que ela é realmente essa pessoa depressiva e precisa por isso pra fora.

Mas no geral, temos a impressão que ela poderia sim ter feito melhor.

Nota: 70/100

 

 

 

 

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