O som sofisticado da inglesa Malaika e a gente entrevistou a moça!

Uma das coisas que a gente mais gosta aqui no site é trazer novos artistas e apresentar a música que eles fazem e que, de alguma forma, nos toca e nos faz querer compartilhar. Isso mesmo. A gente precisa gostar para poder falar, caso contrário a gente passa direto. Mas é mais legal ainda quando rola uma entrevista com alguém tão legal quanto a pessoa que a gente tá indicando desta vez.

Há pouco mais de quatro ou cinco meses o nome da inglesa Malaika me chamou a atenção. Ela tinha acabado de se apresentar em um dos eventos de jazz mais importantes do mundo, o The Montreal International Jazz Festival. E olha só a moral de quem apresentou o show dela:

 

 

Além de ter recebido de Deus uma linda voz, Malaika ainda é multiinstrumentista e compositora misturando jazz, soul e pop de maneira bastante sofisticada. É só dar o play que você vai entender melhor sobre o que a mocinha aí consegue fazer.

Sobre a mistura de sons que ela faz a gente abre a entrevista justamente falando das influências em sua vida.

  • MI: A gente tá acostumado a ouvir de todos os músicos – ou de grande parte deles – que um dos grandes influenciadores do tipo de músicas que ouvem e são influenciados justamente vem do que os pais ouviam em casa. Tenho quase certeza de que isso aconteceu com você também. O que você ouvia quando criança? 
    • Quando eu era menor, a primeira vez que eu realmente “ouvi” música que eu gostava foi no rádio. Não eram bem as rádios comerciais mas a primeira música que eu ouvi e gostei foi All the Small Things, do Blink 182. Eram tão viciantes aquelas melodias grudentas. Comecei a conhecer mais a banda e aprendi a tocar as canções deles numa guitarra. Eu comecei a procurar por bandas e outros artistas mais antigos quando achei uma coleção de discos dos meus pais. Lembro muito de bandas como o Thin Lizzy
  • MI: Outra coisa que também tem relação com as influências musicais vem relacionado à mensagem que a música quer transmitir. A sua verdade está onde? 
    • Eu escrevo principalmente num estilo mais jazz desde que eu tive aulas de Harmonia do Jazz na universidade e desde então percebi o leque de opções que eu tenho.  Sinto que você pode fazer músicas deliciosas e divertidas de Jazz e o eu quero é juntar e misturar mesmo com Pop, soul e R&B. 
  • MI: Você canta lindamente e a sua música é bastante sofisticada. Seria essa a melhor parte do que você faz? Você acredita nisso?
    • Obrigado! Eu acho que a melhor coisa da música que eu faço é o fato de eu nunca me sentir restringida por regras. O jazz é conhecido por um estilo que envolve outros gêneros. Então, sempre sinto que há inúmeras possibilidades e a chance para explorar novas ideias são infinitas. 

 

Malaika já há alguns anos tem estudo música integralmente. E tem sido assim desde os 16 anos de idade. Hoje a cantora – que nasceu em Leeds, na Inglaterra, tem 24 aninhos!

Há poucos dias Malaika lançou a sua nova música, Beat Out of Time – que veio acompanhada de um vídeo mostrando mais uma vez o seu refinamento:

 

 

  • MI: Como é o processo da sua criação musical?  
    • O jeito que eu escrevo música definitivamente tem mudado desde que eu comecei. Era sempre eu com meu violão e aí ia compondo tudo junto. Mas os anos se passaram eu eu tenho experimentado e exercitado o lado compositora com mais afinco. Então hoje basicamente faço separadamente. Apenas escrevo a letra da canção ou crio o ritmo usando alguns softwares em meu computador. 
  • MI: Outra coisa que também tem relação com as influências musicais vem relacionado à mensagem que a música quer transmitir. A sua verdade está onde? 
    • Eu escrevo principalmente num estilo mais jazz desde que eu tive aulas de Harmonia do Jazz na universidade e desde então percebi o leque de opções que eu tenho.  Sinto que você pode fazer músicas deliciosas e divertidas de Jazz e o eu quero é juntar e misturar mesmo com Pop, Soul e R&B. 

 

 

  • MI: A Música Inspira e a gente quer saber o que a música tem significado para você?
    • Pra mim a música não é só a minha carreira, mas uma terapia e um escape. Eu amo o sentimento de ter alcançado algo quando termino uma canção e amo poder ver que as pessoas também estão curtindo. Meu maior desejo é gravar um disco. 

 – Perguntas rápidas – 

  • MI: Em caso de emergência que álbum salvaria?
    • Black Radio, do Robert Glasper
  • MI: Uma música que não ouviria nem em caso de tortura?
    • Last Resort, do Papa Roach
  • MI: 5 músicas que está ouvindo agora:
    • Leon On, Major Lazer
    • Mr. Elevator, Bill Laurence
    • Like a Star, Corinne Bailey Rae
    • Can’t Hardly Wait, N’Dambi
    • Cheerleader, Omi
  • MI: Herói na música?
    • Esperanza Spalding

 

E aí? O que acharam? Uma delícia de som, né?  Olha só a própria Malaika mandou um recadinho bem especial para todo mundo aqui no Brasil que quer conhecer mais sobre ela:

A gente quer que um disco saia logo! Oremos!

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