O pop conquistador do One Direction em Made in the A.M.

Uma coisa precisa ficar bem clara já para abrir esse texto: críticos de música acham super cool criticarem bandas / artistas pop pelo simples prazer da polêmica. Ser do contra atrai leitores e faz com que eles – críticos – sejam odiados. E, basicamente, é pra isso que eles existem.

Outra coisa é que precisa curtir pop para pelo menos tentar escrever sobre música pop. E muitos críticos não sabem nem o que eles comeram no almoço. Importante ressaltar sempre por aqui que nossos textos sobre discos e singles são baseados na nossa relação com o álbum e não sobre conceitos técnicos.

Sendo assim, o álbum que ouvimos e avaliamos aqui hoje é o Made in the A.M. do maior fenômeno pop inglês desde as Spice Girls, o One Direction. E neste álbum eles tinham um desafio: saber a reação dos fãs sobre o primeiro trabalho sem o Zayn, que saiu da banda no início do ano. Vale ressaltar também que este já é o quinto álbum da banda e o último antes de uma pausa, por tempo indeterminado, que eles irão tirar ainda no primeiro semestre de 2016.

Ao terminar de ouvir o disco uma coisa que cada vez tenho mais a certeza é do talento e da capacidade marketeira da banda e de sua equipe. O Reino Unido sempre foi celeiro de inúmeros grupos pop de grande êxito como JLS, Take That, Boyzone, Westlife, Blue, 5ive, entre tantos outros. E o som que os meninos do 1D fazem não se assemelha a nenhuma das bandas já existentes. Muito menos o seu comportamento no palco e fora dele.

Se você é amante de música pop e torce o nariz para o One Direction, pare de bobagem já. Se você não curte os meninos e fica arrumando motivos como “eles saíram de um reality” ou “eles não cantam, só fazem sucesso porque são bonitinhos” para potencializar a sua fúria contra o 1D, perda total de tempo a sua. Eles são muito bons no que se propuseram a fazer e ninguém pode tirar esse mérito deles. Construíram um império e quanto maior o sucesso, mais haters vão ter.

madeintheamonedirection

Já deu pra sentir qual a nossa opinião sobre o Made in the A.M., né? Pois bem, o disco é bastante uniforme. As treze faixas da versão standard do disco se completam perfeitamente e criam uma identidade forte para o disco. Mesmo sem a presença de Zayn que tinha uma personalidade bastante forte e imprimia uma marca considerável no grupo.

O disco abre com Angel que me fez lembrar várias vezes de um clássico dos anos 90: Millenium, de Robbie Williams. A comparação aqui é positiva. Gostei mesmo. Em Drag Me Down – o primeiro single oficial do disco – indica um caminho que pode ser percebido em outras faixas do disco: a presença de mais vocais do Louis. O coitado sempre foi colado em dúvida quanto à sua voz. Ele realmente é o que tem menos potência vocal, mas é legal ver ele se esforçando e completando as lacunas deixadas pelo Zayn.

“if you like to do the things that you know we shouldn’t do… baby i’m perfect, BABY I’M PERFECT FOR YOU” – Perfect, 1d

Nas letras os meninos mostram o seu lado conquistador, com boas melodias. Em I Want to Write You a Song as meninas certamente irão cair ainda mais de amores (se for possível). A música é basicamente uma serenata e foi gravada com essa cara. Ficou linda.

Vale a pena ouvir Perfect, Infinity, End of the Day e Long Way Down. São as melhores do disco. Só uma canção ficou boba, perdida no meio do disco. Olivia você pode pular sem dó porque não irá perder nada.

Deixe o preconceito de lado e aproveite o disco. A gente merecia um disco deste! Well done 1D!

Nota: 85/100

Ouça:

spotify:album:1gMxiQQSg5zeu4htBosASY

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