O som de Saulo Fernandes inspira!

Privilegiado pelo dom de inspirar, Saulo Fernandes desponta como um dos maiores representantes da nova geração do axé e da MPB.

Engana-se quem pensa que ele é de Salvador, pois o Saulo nasceu noutra cidade da Bahia, Barreiras. E começou a cantar cedo, viu!? Aos 10 anos, ele já estava na roda graças aos incentivos dados pela família, aos 14 já tinha LP gravado, e após os 18 anos, o cantor se apresentou pela primeira vez no comando do Carnaval da Bahia com a antiga banda Chica Fé. Em seguida, foi convidado para assumir o comando da Banda Eva. Com seu carisma e talento, ele conseguiu apaixonar milhares de fãs, tanto que, em 2013, aclamado e acolhido pela multidão, ele se despediu da banda no Carnaval de Salvador, para seguir em carreira solo.

 

 

No mesmo ano, o cantor gravou seu primeiro DVD “Saulo Ao Vivo”, e contou com as participações de Ivete Sangalo, Alexandre Carlo (Natiruts) e Davi Moraes. E por lá, mais um toque de amor maior!

 

 

Em 2014, Saulo resolveu apresentar trabalho de grandes cantores da música popular brasileira para o seu público – de graça – através do projeto Canto da Rua. Nesse projeto, ele homenageou o centenário de Dorival Caymmi, o reggae e o samba da Bahia. E já esse ano, ele cantou Raul Seixas e o trio Os Tincoãs.

Vale ressaltar que foi durante esse projeto, que os baianos deram uma das maiores demonstrações de amor ao cantor num verdadeiro canto de rua soteropolitano:

 

 

Agora em 2015, Saulo nos trouxe um segundo álbum único e primoroso, Baiuno. Álbum influenciado pela música africana de Munir Hossn (brasileiro radicado em Paris, produtor musical com vasto trabalho com grandes músicos africanos).

Baiuno  é um mergulho mais africano por causa de Munir. A gente já vinha sambareggeando, fazendo ijexá, mas ele trouxe as referências que a gente precisava nesse momento pra conversar com o mundo.” – explicou saulo

As participações são das mais variadas, e vão de artistas africanos como Júlia Sarr ao brasileiro Tó Brandileone (5 a Seco).

“Quando ouvi o disco, percebi que as canções falavam muito de criança nas mais variadas formas. Entendi naquele momento que baiuno era a criança pura, que ainda não viu o lado ruim da vida. Decidi então que baiuno é a criança. Adoro subverter palavras pejorativas.” – disse ele

África e Bahia se misturam nos ritmos de suas canções num encaixe perfeito. E olha, Salvador está ali, presente em suas canções como em nenhuma outra.

“Soteropolitano sim. Ser de Salvador, Bahia.”

Como se não bastasse, Saulo traz numa perfeita representação de afeto e carência, a canção Outra Vez, composta por ele. A vontade que dá, é a de correr pra ele e abraçá-lo.

E durante esse passeio pelo álbum, sentimos algo que não consegue ser explicado. Saulo tem o dom! O dom de encantar e confortar com sua voz macia. É como se num abraço, eles nos levasse para conhecer o seu mundo, sem pressa, sem pressão e com muito, muito amor!

É… Esse é mais um dos representantes de nossa música, nossa rica música, que é deixada de lado por tantos, mas nada importa quando ela consegue atingir poucos dessa forma inspiradora. E não poderia estar em outro lugar, pois aqui a música inspira! Então, que ele inspire. Se for pro bem, que mal tem?

Quer mais? Então, tome!