Os 15 melhores discos nacionais de 2015!

Ufa! Talvez a mais difícil das listas deste final de ano!

Prestigiar a nossa música também faz parte do nosso site. O Música Inspira tem o prazer de falar sobre produções nacionais. E sem ser piegas. É muito legal acompanhar o progresso criativo e ver o que tá rolando bem diante do nosso nariz. Que lindo seria se todo mundo tivesse ao menos uma curiosidade para conhecer mais, buscar mais e permitir-se viajar naquilo que é nosso.

Eis os nossos 15 melhores discos nacionais de 2015! Vem!

15* Rafael Castro – Um Chopp e um Sundae 

Rafael-Castro_-CapaA gente abre a edição 2015 da nossa lista com Rafael Castro. Uma das coisas que mais nos chamou atenção do disco deste paulista é a sua própria análise sobre o disco “…é música gata, festeira – muito menos cabeça e muito mais quadril”. E é isso. O disco traz uma sonoridade que pode chegar no brega, mas é cool ao mesmo tempo. Deixe-se surpreender. “Qualquer cuidado é muito!

14* Maria Gadú – Guelã 

guela-capaMaria Gadú passou quatro anos sem lançar nenhum material inédito e escolheu o agitado ano de 2015 para lançar seu terceiro álbum. Neste trabalho Gadú abusa de sua sonoridade, sua tradicional MPB, porém passa a fletar com outros estilos, com a música experimental e um toque de música africana. O disco, mais maduro (como a própria o define) é um resumo de toda sua experimentação com a música nesses anos afastada, foi inclusive indicado ao Grammy Latino de Melhor álbum de música popular brasileira. (por Evandro Melo)

13* NX Zero – Norte 

nx-zero-norteO novo disco do NX Zero aponta, mais uma vez, para a experimentação. Depois de uma fase conturbada a banda quer mostrar novos sons e seguir a diante trazendo coisas novas. Um enorme ponto positivo para eles. Tem músicas que tratam da nossa realidade sobrando até para nosso querido Senado. Afinal, o que falta nesse país são artistas que se posicionam sobre tudo o que tá acontecendo. (Review)

12* Mariana Aydar – Pedaço Duma Asa

AndarMariana Aydar continua retratando a contemporaneidade em sua música, e isso faz com que ela misture – perfeitamente – vários ritmos diferentes, sem deixar de representar a boa música popular brasileira, à altura de um Chico Buarque. Sua interpretação é teatral, cheia de emoção, com vigor e faz dela um dos grandes nomes da nossa música. Se esse é só o Pedaço Duma Asa, imaginem só a Asa inteira. (Review) (Contribuição Will Santos).

11* Filipe Catto – Tomada 

CattoO disco mais recente do cantor Filipe Catto é intenso. O cantor que se apropriar do que é dele, sem copiar, então o título refere-se muito mais à atitude de assumir o que é seu! Nas composições, parcerias com nomes como Marina Lima, Moska, Pedro Luís, o guitarrista Kassin – que é quem assume a produção do disco. Filipe já tem o seu lugar ao sol e se comunica como poucos com sua fiel audiência. (Review)

10* Jaloo – #1 

jaloo Jaloo chega a 2015 com uma das maiores promessas da música paraense, cenário esse repleto de talento e sonoridade própria. E Jaloo não fica atrás. Faz jus às suas origens colocando em um álbum todo seu sentimentalismo, sua experiência amorosa, sua devoção a sua cultura e sua dedicação. Se em 2014 ele era aclamado pela crítica com seu EP Insight, em 2015 ele nos conquista de vez com seu primeiro álbum. (Mais) (por Evandro Melo)

09* Tereza – Pra Onde a Gente Vai 

TerezaEra só uma banda de rock de Niterói. O nome era só uma homenagem a uma garota popular da época de colégio dos meninos. Mas o resultado foi grandioso! A banda Tereza volta em 2015 com um grande trabalho. Inspirador, o disco consegue ser divertido até quando tenta ser melancólico. Os garotos da banda ainda consegue tirar de nós reflexões sobre nosso cotidiano. (Mais) (por Evandro Melo)

08* Emicida – Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa…

EmicidaProvocador. Emicida é e sempre será aquele representante que mais tem a coragem de apontar o dedo na cara da sociedade e apontar, sem modéstias, os problemas e os culpados. Ele é ácido, é ousado, encrenqueiro mas alguém precisa ser. A gente curte quando alguém tem algo a dizer. E ele tem. Muito! O preconceito, o racismo vem acompanhados de agressividade, mas com alguma esperança…

07* Gal Costa – Estratosférica 

GalSão quase cinco décadas desde o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio. 38 discos depois (entre os de estúdio e ao vivo) Gal Costa se reinventa e lança o Estratosférica. Foram 11 meses desde o anúncio de que estava trabalhando em um novo disco até o lançamento. No time de compositores nomes como Gilberto Gil, Adriana Calcanhotto e Caetano Veloso. Ou seja, não poderia sair nada menos que um grande trabalho. (por Evandro Melo)

06* Tiago Iorc – Troco Likes

IorcTiago Iorc é daqueles cantores que muita gente tem vontade de levar pra casa. Sabe aquele genro que toda sogra gostaria de ter? É ele! Em Troco Likes, seu quarto disco de estúdio, Tiago aposta, pela primeira vez, em um repertório quase 100% em português, se não fosse a faixa bônus do disco. Troco Likes faz a gente querer que o cantor venha e toque na nossa sala de casa. É tão próximo que parece que faz parte da família. (Mais)

05* Daniela Mercury – Vinil Virtual 

DaniMercuryVinil Virtual pode ser considerado um dos melhores discos da carreira de Daniela Mercury. Traz elementos que ela já utilizou ao longo da sua longa e incrível carreira e ainda mostra um potencial digno para representar a nossa música da melhor maneira possível. Muita gente pode torcer o nariz para a Daniela em si, mas é inquestionável o seu talento e contribuição para a cultura brasileira. E Vinil Virtual é isso. Vai em frente! (Review).

04* Johnny Hooker – Eu Vou Fazer Uma Macumba Pra te Amarrar, Maldito! 

Johnny-HookerJohnny Hooker vem angariando espaço na música. Parte disso se deve a sua presença pra lá de notável. Seu figurino é exagerado. Sua performance no palco é excêntrica. No fim isso compõe todo um trabalho conciso: Eu Vou Fazer Uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito! As músicas se seguem em ordem proposital, compondo no fim uma narrativa de amor e desamor. Ilusão, decepção, raiva e aquele amor verossímil. Hooker é muito mais que sua presença e a prova está em seu primeiro álbum. (Mais) (por Evandro Melo)

03* Elza Soares – A Mulher do Fim do Mundo

ElzaInacreditável pensar que Elza Soares, no auge de seus sabe lá Deus quantos anos, lançou o seu primeiro disco inteiro de composições inéditas somente em 2015! E para ser mais incrível ainda lançou uma obra-prima! A Mulher do Fim do Mundo é um exemplo de superação, de querer seguir em frente, de mostrar ao mundo o que ela ainda tem a oferecer (FELIZMENTE tem muiiiito). Elza lançou um disco arrebatador, cheio de tapas na cara e histórico. Uma imensa contribuição para nossa música e para sua discografia! (Review) 

02* Ana Cañas – Tô na Vida 

AnaCanasAna Cañas veio que veio. O lançamento do seu quarto disco, completamente autoral, traz Ana ainda mais a vontade e pode ser reconhecido como o melhor da sua carreira. Ana é segura, tem uma voz gostosa, fala de arrependimentos, amor, reforça mesmo que, em alguns momentos, alguma veia do rock. Ana assina todas as faixas do disco e ainda a produção junto com Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi. Envolvida em todo o processo do disco Ana fez um dos melhores discos do ano. Sem dúvidas!

01* Silva – Júpiter 

JúpiterO terceiro disco do cantor capixaba Silva é o Melhor Disco Nacional de 2015! De acordo com ele mesmo, o disco consegue mostrar muito mais da sua personalidade. Ele tá mais romântico com o disco novo e pode, com isso, se aproximar ainda mais de um público maior. E que seja assim. Alguns críticos até indicaram que isso poderia ser ruim, mas espera! O artista quer que sua música, seu trabalho chegue à um número maior de pessoas, certo? Letras que nos fazem viajar com batidas eletrônicas e intimista. Tem letras que dá para cantar até no pé do ouvido… Júpiter é logo aqui! (Review) 

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