Flights Over Phoenix: você pode ouvir falar muito deles

E a gente começa o ano super bem com a nossa primeira postagem na nossa seção Introducing que te apresenta artistas novos. Para o primeiro post do ano e, pra começar com o pé direito, a gente te traz uma entrevista novinha em folha que a gente fez com o Keith, vocalista da banda norte-americana Flights Over Phoenix.

Há pouco tempo o vocalista da banda, Keith Longo, largou tudo em Boston e foi atrás do seu sonho em Los angeles. Lá ele encontrou o guitarrista Chris Santillo e o Mark McKee, um tecladista que também era recém chegado à cidade dos anjos. O engraçado é que eles se conheceram por meio de um site de anúncios diversos. Se juntaram e começaram a trabalhar em material para dar forma ao som que eles queriam para a banda que tinham acabado de criar: a Flights Over Phoenix.  Jorge Nuanez foi o último a integrar a banda.

O nome? Vem da paixão do vocalista por Ovnis e coisas do espaço. De acordo com Keith, ele gosta de nomes de bandas que fazem referências aos UFO’s e ao espaço sem soar tão ficção científica assim, como o Foo Fighters e Stone Temple Pilots. Keith sempre foi fã de criaturas mitológicas, em especial a Fênix (Phoenix). Havia um passeio na cidade de Phoenix, nos anos 90,  chamado Phoenix Lights, e aí veio o click do nome e uma alusão a essas experiências do espaço com mitologia.

O primeiro EP da banda saiu no início do segundo semestre do ano passado, mas o clipe de estreia da banda chegou há algumas semanas à rede. Vem conhecer então mais a banda nessa entrevista que abre os nossos trabalhos em 2016! Vem!

Música Inspira: Eu estava lendo sobre vocês e como nosso site fala muito sobre inspiração foi muito legal ler que você (Keith) mudou de cidade para encontrar inspirações em Los Angeles. Encontrou? O que você tava procurando? 
Flights Over Phoenix/Keith: Me mudar pra Los Angeles permitiu que eu estivesse muito próximo à muita gente que também estão batalhando pelo sonho delas. A maioria está em busca de algo criativo, então é muito legal estar rodeado de gente com a cabeça focada em criatividade. Mas ao mesmo é muito legal fazer algo que parece bem arriscado e aprender que eu poderia começar uma vida praticamente do zero e construí-la aqui.

MI: E por que L.A.? 
Por ser um local extremamente criativo. E pelo tempo que é ótimo, então isso ninguém bate.

MI: A gente tá falando de criatividade e nem sempre ela flui com facilidade…

É verdade. Ideias podem vir rapidamente, assim como pode não vir nada. A chave é realizar o que for possível e não ficar frustrado quando não rola. Você nem sempre vai escrever a melhor canção da sua vida, mas a prática de escrever, compor e criar algo faz a sua mente trabalhar isso. Um exercício. Um treino. Quanto mais você fizer, provavelmente mais chances de fazer algo bom.

MI: Keith, uma vez você mencionou que Phil Collins era a sua maior influência, principalmente pelo jeito que ele compõe. Algum outro motivo especial? 

As músicas dele são algumas das primeiras coisas que eu lembro ter ouvido quanto criança no rádio do carro dos meus pais. Então, de alguma forma é meio nostálgico. Mas gosto dele também porque ele é baterista, a música tem uma grande base rítmica, que o faz criar grandes melodias e letras em cima delas. Então, pra mim, a música do Phil é muito rica. Algumas músicas tem apenas um ou dois destes elementos, mas quando a banda/artista tem boas batidas, boas melodias e boas letras é difícil não amar.

flightsoverphoenixep

MI: Falando do material que vocês já divulgaram… O EP Runaway California é o primeiro da carreira de vocês e, apesar de ser independente, ele soa muito profissional. As músicas foram muito bem produzidas e as letras são grudentas, não saem da cabeça. Como que foi o processo de gravar e compor essas canções? Ah! Penny já é a minha favorita! 

Valeu! Nós mesmos que produzimos. Mark tem experiência em engenharia de som, então nós estávamos empenhados em pegar todas as nossas ideias e fazer um som realmente bom, pelo menos esperamos ter feito. Foi um processo longo e, olhando pra trás, há inúmeras coisas que aprendemos com isso. Quando você não tem um produtor, não se tem um ouvinte profissional de fora que pode te dizer o que está bom ou não. Então, às vezes a gente voltava pra trás e avançava de novo. Mas no final a gente está orgulhoso do que a gente fez e isso só vai fazer as coisas melhorarem.

MI: Que lição que tem aprendido desde que decidiu seguir por esse caminho? 

São tantas entre nós quatro. Mas a maior lição, pra mim, é que uma ideia pode vir de qualquer coisa, em qualquer lugar e, se vier, você precisa escutá-la.  Com frequência eu canto uma linha e gravo no meu celular ou escrevo uma ideia de letra nas minhas notas. Quando você pensa sobre música o dia todo, essas coisas acontecem mais frequentemente. Você só precisa prestar atenção nelas e então confiar que você pode criar e transformar numa boa canção.

MI: O que vocês acham dos serviços de streaming, como o Spotify? O EP de vocês está lá e muitos artistas tem pontos de vista bem controversos a respeito.
É difícil dizer se é uma coisa boa ou má. Mas o que eu posso dizer é que acho que isso não vai levar a lugar algum. Streaming é o que a gente tem agora, é o momento que estamos vivendo. A gente tenta não se preocupar com isso e apenas nos focamos em fazer a melhor música que pudermos. O restante vai trabalhar por si só.

MI: Como vocês estão começando a carreira praticamente agora, como gostariam de ser reconhecidos pelas pessoas que estão procurando por algo novo e, de repente, eles estão escutando o som de vocês?
A gente apenas espera que as pessoas extraíam algo da nossa música. Não importa se você goste da melodia e harmonia apenas, ou da letra que realmente pode significar algo, mas a gente espera ter uma resposta positiva e que as pessoas se conectem com as canções.

MI: Para as pessoas se conectarem é preciso compartilhar alguma verdade, qual a de vocês? O que querem compartilhar com seus fãs?  

A gente não tem uma específica. Como seres humanos a gente varia num leque de emoções e experiências. Felicidade, tristeza, esperança, malícia e tudo que estiver entre esses sentimentos. Queremos que nossa música reflita isso. Quando você ouve as nossas canções a gente quer fazer uma viagem por todas essas coisas.

flightsoverphoenix2
MI: Vocês são bonitões e, claro, que isso ajuda de alguma forma. E as garotas adoram essa mistura de pop e rock. Quando a gente ouve o som de vocês claramente a gente vê referências dos anos 90, principalmente do final da década. Numa entrevista passada você (Keith) menciona que cresceu entre os “valores alternativos dos anos 90”. O que isso quer dizer? 

Obrigado! Todo mundo tem seus “dias de glória” em algum período ou década que a música significou mais para gente. Os anos 90 foi uma época para mim onde eu tava crescendo e descobrindo a música e as coisas sobre a vida no geral. Então essas canções são muito mai do que batidas e arranjos progressivos para mim. Elas me colocam num lugar do passado que eu gosto de revisitar. E, como resultado, muitos elementos dos anos 90 funcionam muito bem e ajudam também na hora de compor.

MI: Outra coisa de vocês que tem chamado bastante atenção são os vídeo covers que vocês postam. Um que gostei foi o cover que fizeram para uma das canções do James Bay. O que vocês estão ouvindo agora?

Há tantos artistas bons e talentosos por aí. Eu gosto muito de canções e artistas que embalam. Dito isso, eu acho que o que o Ed Sheeran está fazendo de forma geral é realmente impressionante.

MI: A gente quer saber o que a música realmente significa para vocês…
A música é universal. Você pode ir à qualquer lugar e as pessoas amam música. Podem existir diferentes tipos de música, mas os humanos – através dos tempos – sempre tiveram uma resposta visceral para música. E tem um efeito tocante em nós. Nós quatros desenvolvemos esse amor o tanto suficiente para nos dedicarmos a isso as nossas vidas. Estou certo que músicas e bandas podem fazer algo que conecte e afete a vida de alguém de forma significativa. Essa é a nossa meta.

MI: Falando que a música é universal, vocês conhecem algo sobre a música brasileira? (Não procure no Google!)

Eu mal sei obre música americana!  Brincando, mas somente em partes! A gente tem estado tão envolvido com os nossos processos de criação que acabamos esquecendo de olhar para o mundo. Vocês precisam compartilhar com a gente as suas músicas brasileiras favoritas…

MI: A gente tá quase terminando mas queríamos saber qual a definição de sucesso para vocês?
Sucesso é um conceito que tá sempre mudando. Pessoas apaixonadas vão sempre querer alcançar algo mais alto. Eu estou feliz em estar apenas criando música e fazendo o que eu amo, mas claro que seria melhor se a gente pudesse compartilhar isso com milhões de pessoas. 🙂

– PERGUNTAS RÁPIDAS – 
MI: Um álbum para salvar, em caso de emergência?
Songs About Jane, do Maroon 5!
MI: Uma música que você não aguenta mais ouvir?
Bubble butt, mas não sei quem canta.
MI: Cinco músicas que está ouvindo agora?
– Lay it All on Me, Rudimental feat Ed Sheeran.
– Unsteady – X-Ambassadors
– Homesick – Catfish and the Bottlemen
– Take me Home – Phil Collins
– Qualquer uma que o Justin Bieber tenha feito nos últimos meses. Ele tá arrasando!
MI: Herói na música?

Phil Collins.

Sorte aos caras! A música é bom, um pop/rock que cai bem e tem bastante pegada comercial… tomara que caia nas mãos certas para fazer o sucesso que merece!

Vem ouvir o primeiro Ep da banda:

spotify:album:3ur3R9COyGJOzyFYw16HdE

Tagged with: