Conheça: Projeto ASAS

Até onde a música, teatro, poesias e literatura, cultura no geral, podem inspirar alguém? E até qual ponto essas atividades podem transportar alguém para um lugar melhor, por mias impossível que seja?

São perguntas subjetivas e que cada um a seu modo, poderia dar um resposta diferente e mais ou menos inspiradora que o do outro.

E quando a música pode ser uma válvula ou um símbolo de libertação e esperança para alguém?

Uma parceria entre a Secretaria de Cultura com a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, resultou na criação do Projeto ASAS. Tocado à frente pela Subsecretaria de Cidadania e Diversidade Cultural.

Aos comandos da Subsecretária Jaqueline Fernandes, tem como o objetivo principal levar cultura e estimular diversos talentos em mulheres detentas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF).

Por meio de ações diversas, elas visam despertar algum talento para música, escrita, teatro, dança, em mulheres que de certa forma são abandonadas pela família, amigos, sociedade.

Orquestra que se apresentou na PFDF a convite do projeto ASAS

Aqui não cabe julgarmos suas devidas culpas de seus devidos crimes, visto que se estão em uma penitenciária, foram devidamente julgadas e estão pagando pelos crimes que cometeram. Nos cabe aqui relevar o fato da música ser usada como arma na hora de tentar recuperar as internas.

A Subsecretaria que detém o projeto, era antes chamada de Subsecretaria de Diversidade Cultural, Jaqueline Fernandes, a subsecretária, considerou que acrescentassem o termo “cidadania”, pois “cultura não é apenas evento e lazer, é também toda uma forma de expressão de um povo incluindo seus comportamentos e atitudes”.

A cada mês o Projeto ASAS, cria e leva ao PFDF, uma ação diferente. Em dezembro de 2015 a subsecretaria levou ao Presídio o melhor da música clássica com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro.

No mesmo ano, em setembro, o projeto arrecadou livros para a ação Slam das Minas, tendo um recorde de arrecadação superando as expectativas. Com os livros que sobraram, outra ação foi criada doando livros a Casa Abrigo, que acolhe e cuida de mulheres e crianças vítimas da violência doméstica.

Mês passado a ação era a seguinte: pegar letras de musicistas como Karol Conka, Ellen Oléria, Tássia Reis, entre outras, ouvir, ler e interpretar cada uma de suas canções.

 

“A proposta é incentivar a leitura crítica da realidade por meio da arte, por isso é uma oficina que vamos realizar até julho”, explica a Subsecretária. “A receptividade das diferentes atividades realizadas em 2015 demonstraram a importância de debater questões relacionadas a gênero, raça, classe social, maternidade e outros temas com as internas, o que pretendemos intensificar este ano”

O Projeto Asas ainda prevê mais ações até o fim desse ano na penitenciária. Legal, né?

E se todos nós um dia usássemos a música, nossa experiência com ela, em ações que visa melhorar a vida de alguém, em qualquer nível que seja?

O projeto é tocado por mulheres e e beneficia mulheres, a princípio.
Gostou da ideia, da ação?
Entre em contato com a Subsecretaria de Cidadania e Diversidade Cultural para se voluntariar em algum projeto!
Acesse a página oficial da Subsecretaria para saber mais sobre esse e todos os outro projetos deles que visam levar cultura e cidadania à todos.