A bagunça feita por Anthony Gonzalez no novo álbum do M83!

Pra quem não conhece, posso dizer que o M83 era um duo de música eletrônica francesa, formado lá em 2001, por Anthony Gonzalez e Nicolas Fromageau. Juntos, eles lançaram seis álbuns, incluindo o indicado ao Grammy, Hurry Up, We’re Dreaming.

Mas eles se separaram, o que fez com que o Anthony seguisse com o projeto, a principio com a ajuda do irmão, Yann Gonzalez, e depois com os músicos Morgan Kibby e Loïc Maurin, assim como o multi-instrumentalista Jordan Lawlor, que entrou após uma seleção feita pelo Anthony.

Os álbuns são legais, eu recomendo. Não escutem todos de vez, ou ficarão super enjoados e entediados. Mas, o tal que foi indicado ao Grammy, é legal.

Acontece que, eles acabaram de lançar álbum novo, o Junk. E eu fiquei encarregado de apresentar pra vocês uma review, mas não farei isso como já fiz com alguns outros álbuns. Daí, vocês perguntam o motivo…

Bem, é um álbum chato, arrastado e soa como se todas as músicas tivessem saído de um jogo de videogame produzido entre o final dos anos 80 e início da década de 90, até aí, tudo bem! Mas não é normal, nem bom, um álbum inteiro ser assim!

 

 

Se vocês, que conhecem o trabalho do Anthony, está esperando algo no nível do Dead Cities, Red Seas, & Lost Ghosts (2003), desencane. Aqui (no Junk), as melodias são preguiçosas e as letras são… bobas. Aliás, falando em letras bobas, aqui está uma das minhas favoritas do álbum, se não A única que curti – talvez pelo francês, admito: Bibi the Dog (feat. Mai Lan)

Apesar de tudo, não deixa de ser um álbum trabalhado, talvez lançado na década errada, lembram do que eu falei acima sobre os jogos de videogame das décadas passadas? Pois, ele já ouviu isso antes, e soltou:

 

“o que tem tocado ultimamente, me faz querer vomitar!”

A verdade é que o Junk não me convenceu, mas vocês podem tirar suas próprias conclusões:

40/100