O Rock no Hot 100 da Billboard

É óbvio que um primeiro lugar (ou posições altas) nos charts não significam nada em relação a qualidade – quantas músicas ruins não atingiram o topo?

Mas tudo o que está no topo ou próximo a ele, é resultado do que a maioria de determinados públicos estão consumindo, se os charts (exceto, às vezes, pelos charts de estilos específicos) estão assolados por músicas pegajosas que por vezes são ruins ou sem sentido algum, a culpa é de uma grande porção de um público que vai ao iTunes comprar, abre seus apps de streaming e ouvem incessantemente e pedem as mesmas nas rádios.

Hoje é o pop, há 10 anos era o R&B, há 15 uma música pop mais original. O rock… bem o rock não figura beirando o topo com folga há anos.

A última vez que uma canção do gênero assumiu o primeiro lugar no principal chart do mundo, foi em junho de 2008 quando Viva La Vida do Coldplay atingiu a colocação.

Só em 2000, ou seja, há 16 anos é que mais de uma música de qualquer vertente do rock chegou ao #1 (Maria Maria do Santana, Everything You Want do Verical Horizon, que foi substituída por Bent do Matchbox TwentyWith Arms Wide Open do Creed), depois só How You Remind Me dos canadenses do Nickelback em 12/2001 e Hey There Delilah do Plain White T’s em 07/2007, além da já citada canção do Coldplay, chegaram ao número 1.

E estamos falando da mesma terra em que nasceram nomes como Elvis Presley Sister Rosetta Tharpe (a primeira pessoa a colocar o rock no top 10 do Hot 100, a canção Strange Things Happening Every Day) e onde The Beatles é o nome com maior número de canções em primeiro lugar (20 no total).

Devemos ressaltar que, obviamente nenhum amante de música de qualidade se importa muito com #1’s em charts, mas ao mesmo tempo em que não devemos mesmo nos importar com isso, devemos ter um certo receio quando ninguém do mesmo nicho consegue atenção de uma parte do público que, no sentido material, consome a música.