O rock anarquista!

Como estamos nesse mês todo dedicado ao rock, devemos saber que não só o mês é pra ele, mas tem um dia especial desse estilo musical único. Enquanto eu me inspirava para escrever esse post, me perguntei por diversas vezes o que é esse tal de rock ‘n’ roll, e nem soube. Então, reuni várias informações obtidas aqui em minha cabecinha e cheguei a uma conclusão:

O rock and roll é o estilo musical que une todas as ideias contestatórias dos jovens, referentes à insatisfação com o sistema, seja ele cultural, educacional e/ou político. Nele, a música é usada como artifício e causam algum impacto ao ser expressado.

Mas aqui, nesse post, eu quero falar sobre uma rebelião que tem como uma de suas características o confronto diretamente com o Estado: a Anarquia.

Já sei, estão viajando aí, né? Eu também estava. E nem sou a melhor pessoa pra falar sobre isso, logo, vou resumir pra vocês em algumas imagens:

 

 

Da união da música rock com o idealismo da anarquia, surge o punk como um ataque a moralidade e dor de cabeça de muitos governos, britânico e americano principalmente. Isso tudo no final dos anos 60.

 

iggy_pop_1970E já que ali o que fazia mais sentido era a atitude e não o som, e nos Estados Unidos a cena do punk-rock se proliferava com o Iggy Pop e os The Stooges que quebravam tudo nos palcos com os artifícios mais bizarros (carne crua pelo corpo, por exemplo), na Europa a coisa começava a criar raiz.

SexPistolsNorway1977Steve Jones, Paul Cook, Glen Matlock e, mais tarde, John Lydon (adolescente de dentes podres que viria a se tornar vocalista da banda após um teste feito numa jukebox e chamar atenção dos outros integrantes por estar usando uma camisa na qual tinha escrito “Eu odeio Pink Floyd”, o que era totalmente não apropriado para a época em que o progressivo havia dominado. Detalhe: ele nunca havia cantado antes). Logo, o John se tornou Johnny RottenJoãozinho Pobre, cá pra gente. Estava formada a Sex Pistols.

 

Mal sabiam que a Inglaterra ficaria pequena pra tanto sucesso… Logo após o lançamento do primeiro e único disco em estúdio da banda – Never Mind The Bollocks, Here’s The Sex Pistols – a banda partiu rumo à América, tendo como novo membro o baixita Sid Vicious, que se afundou nas drogas após começar a se relacionar com a groupie Nancy Spungen. Isso, fez com que a banda deixasse de fazer uma turnê decente e passasse a tocar em casas chulas nos EUA. A ida ao território americano foi triste para eles, se no Reino Unido, eles tinham se tornado uma banda maior que o próprio país Inglês, nos Estados Unidos a banda teve uma passagem arruinada pelo excesso do uso das drogas pelo Sid, que um anos depois, entrou em desespero – já fora da banda –, matou a mulher e cometeu suicídio dentro da cadeia.

 

 

Como legado eles deixaram não só o disco, mas um hino pra anarquia chamado “God Save The Queen”. Single lançado em 1977, considerado um ataque à Rainha Elizabeth II e à monarquia. O título é uma referência ao hino britânico e na letra eles igualam a monarquia a um regime fascista e dizem que não há futuro na Inglaterra.

 

johnny-rotten-performing-with-the-sex-pistols-taliesyn-ballroom-memphis-tennessee-1978-ebet-roberts1“Você não escreve uma canção como ‘God Save The Queen’ porque você odeia a raça inglesa. Você escreve uma canção como essa porque você os ama, e você está cansado de vê-los sendo maltratados.” – Johnny Rotten

 

E ele falou mais:

“A música precisa dar assistência a todo esse lixo. A música tem que mostrar saídas para se vencer a estagnação. Ela tem que ser verdadeira mas também bem-humorada. E isso não é política.”

Deu pra entender? Sinto que os artistas atuais estão precisando ler e reler essa frase do Johnny, as pessoas precisam, por isso, espalhem ela. Vamos fazer com que a população acorde de uma vez e descubra que é preciso uma nova revolução para que haja transformação.